A Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, investigada pela morte de um casal de idosos, de 75 e 76 anos, em Belo Horizonte. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (3).
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a prisão preventiva foi solicitada para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e evitar risco de fuga. O órgão também destacou que a investigada teria tentado ocultar provas ao descartar uma blusa com manchas de sangue e trocar de roupa após o crime.
“Além disso, a medida visa assegurar a conveniência da instrução criminal — uma vez que a conduta da acusada após o crime revelou o intuito de ocultar provas ao descartar uma blusa ensanguentada e trocar de roupa — e evitar o risco de fuga, visto que ela saiu de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana, e foi presa em Itabira, na região Central do estado”, informou.
O MPMG argumentou ainda que a mulher responde por dois crimes de latrocínio em concurso material, considerados inafiançáveis, o que, segundo a promotoria, torna a prisão preventiva a medida cautelar adequada.
Ainda conforme o Ministério Público, há indícios robustos da autoria do crime. Entre os elementos apontados estão a apreensão de bens das vítimas, a localização de R$ 18.810 com a investigada e a apreensão da faca que teria sido utilizada nos assassinatos.
Sobre o crime
O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Sul de Belo Horizonte. O crime ocorreu na segunda-feira (29) e foi descoberto no dia seguinte pelo filho das vítimas.
Após ser presa em Itabira, na região Central de Minas, Paola Stefany Neto Cirino confessou à Polícia Civil que dopou os idosos com quatro comprimidos de clonazepam misturados em um suco antes de atacá-los com uma faca. Segundo a Polícia, um exame toxicológico confirmou a presença do medicamento no organismo das vítimas.
De acordo com as investigações, a diarista roubou relógios, joias e celulares do casal e vendeu os objetos na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, por R$ 3,3 mil.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil. Após a conclusão do inquérito, os autos serão encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário.





