Pedágio eletrônico vai chegar às BRs 116 e 251: entenda como vai funcionar o novo sistema sem cabines

Modelo conhecido como "free flow" elimina praças físicas de pedágio e passa a cobrar a tarifa por meio de câmeras, sensores e tags eletrônicas, sem que o motorista precise parar

A Ecovias das Gerais divulgou nesta terça-feira (8), que motoristas que transitam pelas BRs 251 e 116, passarão a contar em breve com um novo sistema de cobrança de pedágio. O free flow (pórticos eletrônicos) permitirá que os veículos passem pelos pedágios sem precisar parar nas cabines. A previsão para o inicio da cobrança é dezembro deste ano.

O novo sistema usa pórticos, que são estruturas suspensas sobre a pista, equipadas com câmeras e sensores  para identificar cada veículo enquanto ele passa em velocidade normal.  A tecnologia já é usada há anos em mais de 20 países, entre eles Estados Unidos e Chile, e vem sendo adotada de forma crescente nas novas concessões rodoviárias brasileiras, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Como o veículo é identificado?

A identificação de cada veículo que passa pelo pórtico pode ocorrer de duas formas:


A tag eletrônica:  é um dispositivo semelhante a um adesivo, instalado no para-brisa do veículo. Ela é identificada automaticamente pelas antenas instaladas no pórtico. O dispositivo precisa estar ativo e pode ser contratado com empresas como Sem Parar, ConectCar, Move Mais, Veloe e Taggy, além de tags oferecidas por bancos e cooperativas. Quando o veículo passa pelo pórtico, a cobrança é feita automaticamente.

Outra possibilidade é a leitura da placa, conhecida como OCR. Nesse caso, câmeras fotografam a placa e identificam o veículo quando ele passa pelo ponto de cobrança.  Além da placa, sensores conseguem verificar características como altura, largura, comprimento e número de eixos. Essas informações são utilizadas para determinar a categoria do veículo e conferir a tarifa correspondente.

Vantagens da tecnologia

Entre os benefícios já reconhecidos pela experiência internacional e pelas concessões brasileiras que já operam com free flow, destacam-se:

  • Fim das filas nos pedágios: sem cabines nem cancelas, o tráfego flui de forma contínua, mesmo em períodos de maior movimento, como feriados.
  • Menos frenagens e acelerações: por não haver paradas, reduz-se o consumo de combustível e a emissão de poluentes associados a esse padrão de condução.
  • Mais segurança viária: a eliminação de filas e frenagens bruscas próximas ao pedágio diminui o risco de acidentes e engavetamentos nesses pontos.
  • Cobrança mais moderna e rastreável: o sistema registra data, hora e características de cada passagem, gerando dados que ajudam na organização dos usuários.

Formas de pagamento

A nova tecnologia gera dúvidas em muitos usuários quanto às formas possíveis de pagamento. Como a inovação digitaliza a cobrança, as formas de pagamento também se tornam digitais.

Com tag eletrônica é a forma mais prática: a cobrança é feita de forma automática assim que o veículo passa pelo pórtico, sem necessidade de nenhuma ação do motorista. A tag é um pequeno adesivo com chip, colado no para-brisa, oferecido por operadoras como Sem Parar, ConectCar, Veloe, Move Mais e Taggy, além de bancos e instituições financeiras parceiras. Além da facilidade do pagamento automático, quem paga com tag tem direito a um desconto de 5% sobre o valor da tarifa em toda passagem, e a um desconto progressivo, chamado de DUF (desconto para usuários frequentes)

Sem tag eletrônica ou com tag inativa: Quem não possui tag também pode circular normalmente: o veículo é identificado pela placa e o motorista tem até 30 dias após a passagem para efetuar o pagamento. O pagamento pode ser feito pelo site pedagiodigital.com. Basta consultar a placa, e quitar os débitos. É possível, ainda, pagar por meio de totens de autoatendimento que ficarão disponíveis nos Serviços de Atendimento ao Usuário (SAU). Serão 14 ao longo de todo trecho.

Motoristas devem ficar atentos a golpes

A concessionária alerta para tentativas de fraude relacionadas ao pagamento do pedágio. A Ecovias das Gerais não emite boletos e não envia cobranças de pedágio por WhatsApp, SMS ou e-mail, nem utiliza links de propaganda para solicitar pagamentos. Por isso, motoristas que utilizarem o sistema sem tag devem consultar os débitos e realizar o pagamento exclusivamente pelos canais oficiais informados pela concessionária.

A orientação é não clicar em links recebidos por mensagens e desconfiar de cobranças encaminhadas por canais não oficiais.