Com o estádio do Montes Castelo consolidado como o mais tradicional palco esportivo das barrancas do Velho Chico, o esporte bretão da urbe januarense iniciou a década de 90 marcando território nas domingueiras da comuna do saudoso e inesquecível Anatólio Oliva Brasil, um dos mais dedicados presidentes da Liga Januarense de Desportos.
Neste viés de remodelação, o Cruzeiro do Sul, sob o virtuoso comando do quarteto de diretores João Campos, Roque Freire, Assis e o saudoso Marcelão, era o cartão de visita da Januária soberana, cidade-polo e referência regional, conquistando títulos e revelando craques da bola para o selecionado municipal.
Um capítulo especial nesta década de glória foi escrito nas memoráveis disputas, dentro e fora do campo, entre o azul-celeste e o arquirrival rubro-negro Vila Nova, do eterno presidente Delsinho Magalhães e o fiel escudeiro Pedro Neves, o saudoso Pedrinho da Farmácia Central.
Estes dois símbolos da cidade-mãe altaneira mobilizavam e dividiam a Princesinha do Norte num misto de paixão e rivalidade. Em dia de clássico, a cidade se transformava num bem-aventurado “campo de guerra”, o azul e o vermelho pegavam fogo pelos quatro cantos à margem esquerda do rio São Francisco, transformando as arquibancadas do Castelão numa celebração da arte do bem viver. Esta década dourada do futebol januarense produziu momentos inesquecíveis e eternos na memória de quem os viveu. Velhos tempos, belos dias!
Na foto, um flash do esquadrão cruzeirense campeão municipal de 1993, posando para a posteridade, momentos antes de rolar o balão de couro no tapete verde do Castelão, conquistando mais uma vitória, desta feita sobre o Madeireira, pelo placar de 2×1, em partida válida pelo campeonato municipal.
Em pé, a partir da esquerda: Edilton Medrado (in memoriam ), Robson, Juvenal, Sartana, Jaburu e William Farias.
Agachados: Edson Baixinho, Tiãozinho, Ricardo, Lau de Juquinha, Zié e Rogério da Cemig (atualmente vereador)





