Vereador cobra alternativas da Ecovias para localização de pórtico de pedágio eletrônico

Concessionária afirma que mudança foi motivada por questões técnicas e operacionais e que alteração recebeu autorização da ANTT

A localização de um pórtico de pedágio eletrônico administrado pela Ecovias voltou a ser alvo de questionamentos. Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador Rodrigo Cadeirante cobra da concessionária alternativas para a instalação do equipamento e questiona os impactos da definição do ponto de cobrança para quem utiliza as estradas da região.

Na manifestação, o parlamentar critica a situação e defende que sejam discutidas soluções para evitar prejuízos aos moradores e usuários das vias. Ele também menciona a necessidade de mobilização e de encaminhamento da questão aos órgãos responsáveis pela fiscalização e regulação do sistema.

Procurada para esclarecer os critérios utilizados na definição do local, a Ecovias informou que a escolha dos pontos de instalação dos pórticos considera aspectos técnicos e operacionais da rodovia, como as características da malha viária, a segurança e os acessos existentes ao longo do trecho.


Segundo a concessionária, embora o contrato estabeleça inicialmente os locais de cobrança, há previsão para mudanças quando forem necessárias adequações. A empresa afirma que o objetivo é buscar maior justiça tarifária para os usuários, considerando os investimentos previstos para todo o trecho concedido.

Mudança passou por avaliação técnica

Na nota encaminhada, a Ecovias explicou que identificou a necessidade de alterar a localização do pórtico após avaliar as condições viárias do ponto inicialmente previsto.

De acordo com a empresa, a configuração do local contava com acessos vicinais e rotas alternativas que poderiam comprometer a efetividade da cobrança eletrônica. Diante disso, o estudo técnico foi submetido à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e a mudança foi implementada após a anuência do órgão regulador.

A justificativa da concessionária esclarece os motivos técnicos apresentados para a alteração. O questionamento do vereador, por sua vez, coloca em discussão a necessidade de avaliar alternativas que atendam aos usuários da região e os possíveis impactos da localização do equipamento.

O debate envolve os critérios para a instalação dos pórticos, a aplicação das tarifas e a busca por soluções que conciliem a operação do sistema de pedágio eletrônico com as condições de deslocamento da população.