A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou neste domingo (10) a primeira morte por hantavirose registrada no Brasil em 2026. O caso foi confirmado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e, até o momento, é o único com evolução para óbito no país neste ano.
A vítima era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba. Segundo a SES-MG, ele tinha histórico de contato com roedores silvestres em uma área de lavoura. A pasta informou ainda que o caso é considerado isolado e sem relação com outros registros da doença.
A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes no ar contaminadas com urina, fezes ou saliva desses animais.
De acordo com especialistas, a doença costuma estar associada a áreas rurais e atividades agrícolas, especialmente em locais com presença de roedores. Fatores como desmatamento, expansão urbana e grandes plantações também podem contribuir para o aumento da população desses animais e elevar o risco de transmissão.
Os primeiros sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor abdominal e sintomas gastrointestinais. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para comprometimentos cardíacos e pulmonares severos, provocando dificuldade respiratória, tosse seca, queda de pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos.
Ainda conforme a Secretaria de Saúde, não há tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em suporte clínico, conforme o estado de saúde do paciente.
A SES-MG reforçou as orientações preventivas, principalmente para moradores da zona rural. Entre as recomendações estão manter alimentos em recipientes fechados, evitar acúmulo de lixo e entulho, não deixar ração animal exposta e manter terrenos limpos.
A orientação também é para que ambientes fechados, como galpões, depósitos e paióis, sejam ventilados antes da entrada. Durante a limpeza desses locais, o recomendado é umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco para impedir que partículas contaminadas se espalhem pelo ar.





