
Kamilla Cardoso, de 20 anos, natural de Montes Claros, no Norte de Minas, conquistou a medalha de ouro pela Seleção Brasileira Feminina de Basquete. A façanha veio neste fim de semana no Sul-Americano, disputado em San Luis-ARG, ao derrotar as donas da casa por 69 a 68.
Com médias de 25 de eficiência, 14,8 pontos e 11 rebotes, a montes-clarense foi eleita a MVP do torneio, liderando o quinteto ideal do campeonato.
Desde os primeiros passos no esporte, a jovem sempre nutriu o desejo de fazer carreira nos Estados Unidos, onde atua, sendo reconhecida pelos resultados positivos e números de chamar a atenção.
Em abril deste ano, Kamilla, de 2,01m, sagrou-se campeã da NCAA, principal divisão do basquete universitário do país. No feito, a pivô foi destaque da equipe da Universidade da Carolina do Sul, o South Carolina Gamecocks, no triunfo em cima do Uconn Huskies, de Connecticut, por 64 a 49, na finalíssima do torneio.
Ao garantir o resultado, a norte-mineira se tornou a primeira brasileira a erguer o troféu. Na final, foram quatro pontos e três rebotes somados.
É OURO!
A final do Sul-Americano teve muita determinação das brasileiras, que garantiram o ouro de forma invicta. No sábado (6), elas derrotaram a Argentina, por 69 a 68, em San Luis-ARG. O jogo se iniciou frente a muito nervosismo das equipes, com o Brasil se perdendo e finalizando o quarto inicial com cinco pontos de desvantagem; 20 a 15.
Já no segundo, reverteu a situação, cresceu na marcação, e beirou o escore. Em seguida, diminuiu a diferença na etapa e fechou em 31 a 23 – parcial de 11 a 8.
Após a parada, o quinteto Kamilla, Leila, Sassá, Gabriella e Tainá ajudaram na recuperação e foram destaques. Com a boa atuação, colocaram o Brasil em vantagem no marcador, encerrando a parcial do terceiro período em 23 a 16.
Por fim, nos dez minutos finais, a raça e o foco “entraram” em quadra para a equipe brasileira controlar, segurar a vitória e levar o título diante das hermanas.
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Na primeira fase, a Seleção Brasileira teve três vitórias: Colômbia (75 a 45), Uruguai (104 a 47) e Chile (80 a 27). Na semifinal, foi mais um triunfo. Desta vez, diante da Venezuela por 105 a 54. A classificação final ficou da seguinte maneira: 1° Brasil, 2° Argentina, 3° Venezuela, 4° Colômbia, 5° Paraguai, 6° Uruguai, 7° Chile e 8° Equador.
CARREIRA DE DESTAQUE
Há cinco anos, Kamilla se mudou para os EUA e, por lá, começou brilhando na High School. Na estreia pelo universitário, já foi vista como uma promessa.
Mas, antes de entrar de vez na NCAA, defendeu o Hamilton Heights Christian Academy, do Tennessee. Passou por Syracuse, esteve na mira do West Virginia, Mississippi State e da própria South Carolina, onde tem sido grande destaque.
Ainda no fim de dezembro de 2020, a pivô havia entrado para a história de Syracuse. Uma vitória marcante em cima do Boston College, com a mineira anotando 24 pontos, sete rebotes, duas roubadas, uma assistência e um toco.
Menos de meia hora de partida, a jovem atleta guardou 10 dos 11 arremessos, tendo aproveitamento de 90,9%. O feito garantiu a segunda melhor marca de uma jogadora na história do basquete feminino de Syracuse. Logo depois, ela se transferiu para South Carolina. Lá, é treinada de perto por Dawn Staley, seis vezes All Star da WNBA ainda como jogadora, tricampeã olímpica e mundial pela EUA e campeã olímpica como técnica nas Olimpíadas de Tóquio em 2020.





