Procon autua oito postos de combustíveis por irregularidades no Norte de Minas
Operação vistoriou 19 estabelecimentos em Monte Azul, Mato Verde e Gameleiras e encontrou irregularidades como bombas que forneciam menos combustível do que o indicado e falhas na informação ao consumidor.
Uma ação de fiscalização do Procon do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) autuou oito postos de combustíveis por irregularidades em Monte Azul, Mato Verde e Gameleiras, no Norte de Minas. Ao todo, 19 estabelecimentos foram fiscalizados entre os dias 23 e 25 de junho.
Entre as principais irregularidades encontradas estão o fornecimento de combustível em volume inferior ao indicado na bomba, falhas em aparelhos de medição e ausência de certificação obrigatória.
As equipes também identificaram problemas na divulgação de preços e no dever de informação, como identificação incorreta dos combustíveis, ausência da informação sobre a origem do produto e dificuldade de visualização de informações obrigatórias, comprometendo a transparência e os direitos do consumidor.
Segundo o Procon-MPMG, durante a operação também foi verificada a regularidade do funcionamento dos postos, conforme o registro e a autorização para funcionamento junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Foto: Procon-MPMG
A fiscalização faz parte do cronograma do Plano Geral de Atuação Finalística (PGAF) 2025 e foi realizada por equipes da Coordenadoria Regional de Defesa do Consumidor de Montes Claros (CRDC-MOC) e da Divisão de Fiscalização do Procon-MPMG (Difis). De acordo com o órgão, a iniciativa tem como objetivo “garantir que os consumidores recebam produtos e serviços em conformidade com a legislação, promovendo relações de consumo mais transparentes, seguras e equilibradas“.
O promotor de Justiça de Monte Azul, Gabriel Carvalho Marambaia, informou que as fiscalizações são realizadas de forma contínua para assegurar o respeito aos direitos dos consumidores durante o abastecimento.
“Nosso foco principal é confirmar se os preços anunciados nas placas correspondem exatamente ao valor cobrado e se o combustível vendido está na quantidade e qualidade corretas. Lembramos que é um direito básico de todo consumidor exigir a nota fiscal e solicitar que o posto realize os testes rápidos que comprovam a qualidade do produto e a precisão da bomba”, destacou.
O promotor orienta que, caso o estabelecimento se recuse a realizar os testes ou o consumidor desconfie de alguma irregularidade após o abastecimento, é importante guardar o comprovante de pagamento e procurar a Promotoria de Justiça para registrar a denúncia.
“É guardar o comprovante de pagamento e procurar a Promotoria de Justiça para registrar a denúncia, permitindo que possamos agir rapidamente para coibir qualquer prática abusiva”, orientou.
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.