Mulher de 37 anos que se passava por adolescente já fez vítimas em Minas Gerais

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a investigada alegava ser portadora de autismo, adotava compartamentos infantilizados e utilizava chupetas e mamadeiras para sustentar a farsa. A instituição informou que ela possui antecedentes criminais em golpes semelhantes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) prendeu em flagrante uma mulher de 37 anos pelos crimes de estelionato e falsa identidade, nesta terça-feira (2). A prisão foi realizada pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville, na casa das vítimas, localizada no distrito de Pirabeiraba, onde a investigada vivia há cerca de 14 meses.

Segundo a PCSC, Amanda Maria Souza de Oliveira utilizava o nome falso de “Gabrielle” e se passava por uma adolescente de 12 anos para conquistar a confiança de famílias acolhedoras. Em Joinville, ela procurou uma igreja e foi acolhida por um pastor e por uma família após relatar ter sido vítima de maus-tratos praticados pelo pai biológico.

Para sustentar a farsa, alegava ser portadora de autismo e de outras condições clínicas, além de afirmar que sua aparência física era consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.


As investigações também apontaram que a mulher adotava comportamentos infantilizados e utilizava chupetas, mamadeiras e objetos lúdicos para reforçar a falsa identidade.

Foto: Divulgação/ Polícia Civil de Santa Catarina

Antecedentes criminais

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a suspeita é reincidente nesse tipo de crime e possui antecedentes por golpes semelhantes nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório, Amanda confessou os fatos. A PCSC informou que foi lavrado o auto de prisão em flagrante e que a investigada foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.

Norte de Minas

Registros policiais obtidos pela TV Globo apontam que a suspeita já morou em Montes Claros, no Norte de Minas. Em dezembro de 2024, ela procurou uma casa de acolhimento alegando ter 18 anos e ser vítima de agressões físicas, abusos e até rituais de bruxaria. Ela foi acolhida e chegou a receber assistência social.

As inconsistências vieram à tona quando a suspeita tentou emitir uma segunda via dos documentos e afirmou ter apenas 13 anos, contradizendo a versão apresentada inicialmente.

Na época, o Conselho Tutelar e outros órgãos foram acionados. Conforme registro da Polícia Militar, já existiam informações sobre ocorrências semelhantes envolvendo a mulher nos estados de Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro.

Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.