Investigado por abusos sexuais contra enteadas é preso em Indaiabira

Vítimas, atualmente com 21 e 29 anos, relataram episódios de violência sexual ocorridos durante a adolescência no ambiente familiar. Segundo a PCMG, o investigado, de 51 anos, possui registro criminal anterior por homicídio.
Foto: Divulgação/PCMG

Um homem, de 51 anos, investigado por abusos sexuais praticados contra duas enteadas, atualmente com 21 e 29 anos, foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Indaiabira, no Norte do estado, nesta quinta-feira (21).

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Taiobeiras, que iniciou as investigações após denúncias registradas na Delegacia Virtual. Segundo a PCMG, as vítimas relataram episódios de violência sexual ocorridos durante a adolescência no ambiente familiar.

Segundo os levantamentos, a vítima mais nova passou a sofrer abusos, como toques de cunho sexual, quando tinha 10 anos de idade. Ela relatou que o investigado ameaçava matá-la, bem como a mãe dela, caso os episódios fossem revelados. Aos 15 anos, a vítima decidiu sair de casa.


Durante as apurações, a irmã mais velha também procurou a polícia e relatou também ter sido vítima do homem. Ela contou que foi ameaçada com uma arma de fogo e “constrangida à prática de atos sexuais durante deslocamento para casa após uma festa“.

Ainda segundo a PCMG, os levantamentos apontaram históricos de violência psicológica e comportamento intimidatório recorrente contra a filha biológica do suspeito, atualmente com 11 anos. O investigado possui registro criminal anterior por homicídio.

Foto: Divulgação/ PCMG

Prisão preventiva

Em março deste ano, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, a equipe apurou novas ameças contra familiares e pessoas relacionadas à denúncia. Diante dos elementos reunidos no inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, que foi deverida pelo Poder Judiciário.

Para a delegada Mayra Coutinho, responsável pelas investigações, os relatos das vítimas demonstram a dificuldade de denunciar, em razão da intimidação e ameças do agressor.  

“Crimes de violência sexual praticados no ambiente doméstico e familiar são marcados pelo medo e pela dificuldade de denúncia. O acolhimento especializado e os canais de comunicação com a polícia são fundamentais para interromper esse ciclo”, afirmou.

O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.