Estado sai na frente com exame ampliado disponível gratuitamente nos 853 municípios, antecipando a lei federal e garantindo tratamento rápido para recém-nascidos.
Minas Gerais saiu na frente e se tornou o primeiro estado do país a oferecer de forma gratuita o rastreamento de 64 doenças através do Teste do Pezinho.
Referência nacional
Ao antecipar as etapas da Lei Federal nº 14.154/2021, o estado se consolida referência nacional na ampliação da triagem neonatal.
A iniciativa é da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (Nupad/UFMG), responsável pela análise das amostras.
De acordo com o Governo, a triagem neonatal ampliada já é feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 853 municípios do estado, o que garante o acesso das famílias mineiras ao procedimento de saúde.
Veja quais doenças o teste detecta:
Com a ampliação, Minas passa a oferecer um dos painéis de diagnósticos mais completos do Brasil na rede pública, incluindo a descoberta de:
-doenças raras,
-metabólicas,
-infecciosas,
-imunológicas,
-genéticas.
O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento ainda nos primeiros dias de vida, reduzindo a chance de complicações graves e melhorando o prognóstico das crianças.
Estrutura de ponta
Atualmente, são 4.109 pontos de coleta distribuídos entre UBSs, maternidades públicas e unidades de apoio.
Essa ascensão social permite que sejam realizados aproximadamente 1,1 mil testes por dia, com o envio rápido das amostras ao laboratório. Essa logística integrada assegura que mesmo cidades que ficam mais distantes consigam ter acesso ao Teste do Pezinho no tempo considerado adequado.
Para sustentar a ampliação e garantir a qualidade do serviço, o Governo de Minas investe, em média, R$ 64 milhões por ano no Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG). Os recursos são aplicados na ampliação do exame, qualificação das equipes, transporte das amostras e acompanhamento das famílias.
Diagnóstico x Tratamento
O Teste do Pezinho consegue identificar doenças que podem não apresentar sintomas durante o nascimento, mas que podem evoluir de forma rápida sem a intervenção precoce certa.
A coleta do sangue é simples e segura, sendo realizada preferencialmente com a retirada de gotas de sangue do calcanhar do bebê. Em situações mais específicas, o exame também pode ser realizado através de punção venosa, no braço ou na mão, sem prejudicar a qualidade do teste.
Além do diagnóstico, casos considerados suspeitos são encaminhados imediatamente para exames que confirmem, para poder iniciar o tratamento específico.
Esse modelo integra a atenção primária, os serviços especializados e a rede hospitalar, o que garante a continuação desses cuidados.
Salvar vidas
Entre 2019 e 2025, mais de 1,4 milhão de crianças passaram pelo sistema de triagem neonatal no estado de Minas Gerais, com 2.522 diagnósticos sendo confirmados.
Criado em 1993, o programa “Teste do Pezinho” já realizou mais de 7 milhões de exames e identificou 8.493 casos, possibilitando que o tratamento precoce fosse iniciado e assim reduzindo o perigo de complicações mais graves.





