Recordar é Viver: Jogos Escolares de Januária – Época dourada da rivalidade esportiva

Confira a coluna Em Cima do Lance desta semana, por José Maria Guedes

Iniciando a década de 70 respirando os ventos da supremacia do futebol mundial, consolidada com o tricampeonato mundial, nas calientes terras mexicanas, a nação verde e amarela nadava de braçada quando o assunto era o esporte bretão, a seleção canarinho, liderada pelo rei Pelé e sua corte com gênio da bola do tamanho de Tostão, Rivelino, Jairzinho, Gerson e companhia, transformou o Brasil na terra das chuteiras.

Neste clima de soberania, à margem esquerda do rio São Francisco, nosso querido Velho Chico, uma nova geração da bola de capotão surgia nas domingueiras da urbe januarense, craques da envergadura de Valter de Terêncio, Julião, Pepe, Silvão, Jorge Brahma, Delsinho Magalhães, Ricardo Santana,ventre tantos outros, rolando o balão de couro, encantando a multidão nas arquibancadas do eterno estádio do Monte Castelo, o palco maior futebol no semiárido mineiro. Velhos tempos, belos dias.

Na foto, de 1972, uma juventude de desportistas, liderada pela educadora dona Odete Frota, marcava território, conquistando o campeonato municipal dos Jogos Escolares.


Em pé, a partir da esquerda: Adailton Porfirio, Milton Santana Buiu (in memoriam), José Geraldo Jacques, diretora Odete Frota, Benício Pambú (in memoriam), Ricardo Santana e Humberto Itabayana.
Agachados: Fábio Bulhões, Sizenando Itabayana, Haroldo Lopes e Demóstenes Bulhões (in memoriam).