Foi encontrado o corpo de um jovem, de 19 anos, que se afogou enquanto nadava na cachoeira do rio Pandeiros, na tarde dessa última terça-feira (17), em Januária, no Norte de Minas. O resgate ocorreu no início da manhã desta sexta-feira (20), por volta das 7h30.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o afogamento ocorreu na “1ª Cachoeira do Pandeiros”, a cerca de 52 quilômetros da cidade. As operações de buscas tiveram início ainda na terça (17), quando a equipe foi acionada.

Redemoinho
Durante os quatro dias de rastreamento nas àguas do rio, a guarnição enfrentou um trabalho de alta complexidade, tanto subaquático quanto superficial, devido às condições adversas, como água turva, leito irregular, grande quantidade de pedras e galhos.
De acordo com os bombeiros, além das condições adversas citadas, no local também existe uma forte correnteza e pontos de redemoinhos, que geram sucção nas águas da cachoeira, puxando os banhistas para o fundo do rio Pandeiros.
Para ampliar a segurança da equipe e a eficiência das buscas, foram empregadas técnicas de mergulho autônomo, varreduras com embarcações e o uso de drones (RPA) para mapeamento da área.
Resgate do corpo
Durante as buscas, os militares conseguiram localizar o corpo da vítima que emergiu nas àguas a cerca de 200 metros do local onde ocorreu o afogamento. O resgate foi realizado no início da manhã desta sexta-feira (20), por volta das 7h30.
A perícia da Polícia Civil esteve no local e após os trabalhos de praxe liberou o corpo do jovem, de 19 anos, ao Instituto Médico Legal (IML) de Januária.

Alerta e prevenção
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais reforça a importância da adoção de medidas de autoproteção em ambientes aquáticos, especialmente em rios e cachoeiras, locais que apresentam riscos, como: correntezas intensas, variações bruscas de profundidade, pedras submersas e formação de redemoinhos. Recomenda-se:
• Evitar locais desconhecidos ou sinalizados como perigosos;
• Não entrar na água após o consumo de bebidas alcoólicas;
• Nunca nadar sozinho;
• Manter crianças sob supervisão constante de um adulto, mesmo em áreas rasas.
Em casos de afogamento, não se deve realizar salvamento com contato direto, pois a vítima em pânico pode agarrar-se ao socorrista, provocando um segundo acidente aquático.
A forma mais segura de ajudar é lançar um objeto flutuante (boias, garrafas plásticas vazias, galões, cordas ou pedaços de madeira), e manter a distância até a chegada do CBMMG.
O acionamento imediato pelo 193 é fundamental para aumentar as chances de salvamento e evitar novas vítimas.






