A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu, nesta sexta-feira (28), na RISP de Montes Claros, a investigação sobre o homicídio de um jovem de 28 anos, natural de Espinosa, que havia desaparecido e posteriormente foi encontrado morto no fim de outubro.
O jovem deixou Espinosa por volta das 8h da manhã informando à família que iria até Mato Verde para vender um celular a uma mulher. No entanto, a suposta compradora, de 23 anos, era comparsa do mandante do crime e mantinha um relacionamento amoroso com ele. O mandante, de 26 anos, é apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho, possuía mandado de prisão em aberto e já era procurado pela polícia por envolvimento na morte de um filho de policial em Goiás. Ele também tem uma longa ficha criminal.
Segundo as investigações, o objetivo principal do mandante era a morte de um traficante preso que possuía dívidas com ele. Como o alvo estava custodiado, o criminoso ordenou que a execução recaísse também sobre o jovem de 28 anos, que seria próximo do devedor. A determinação era “dar fim nos dois”.
Localização do corpo
No dia 27 de outubro, o corpo da vítima foi encontrado por um tratorista em uma estrada vicinal às margens da MGC-122, em Capitão Enéas. Ele apresentava perfurações causadas por disparos de arma de fogo.
Identificação e prisões
Com apoio das polícias de Goiás e Bahia, a PCMG identificou três envolvidos:
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O mandante, de 26 anos;
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A mulher, de 23 anos, responsável por atrair a vítima e que mantinha vínculo amoroso com o mandante;
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O executor, de 18 anos, que possuía dívida com o mandante e teria a obrigação quitada ao cometer o homicídio.
No dia 29 de outubro, uma operação conjunta das polícias de Minas Gerais e Goiás prendeu o executor em Goiânia/GO. Ele confessou espontaneamente o crime durante a abordagem. Já o mandante e a mulher foram presos juntos na mesma residência.
Detalhes da confissão
O executor relatou que matou o jovem dentro de um Toyota Corolla, utilizando uma pistola Taurus calibre .40, de cor prata. Em troca do crime, teria a dívida perdoada. A polícia também apreendeu 17 munições intactas do mesmo calibre. O mandante utilizava chip telefônico com DDI internacional para tentar dificultar o rastreamento.
Conclusão do caso
A PCMG classificou o crime como homicídio triplamente qualificado, praticado mediante emboscada, o que impossibilitou a defesa da vítima e motivado por dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.
Com as três prisões efetuadas, a confissão do executor e a consolidação das provas, a Polícia Civil concluiu a investigação e apresentou o resultado em coletiva de imprensa nesta sexta-feira. Todos os envolvidos permanecem presos.





