Na era das aparências, ser de verdade virou ato de coragem

Confira a coluna Vista-se de Si desta semana, por Maíra Mesquita

Vivemos tempos em que se expor parece sinônimo de autoconfiança. Mas será que é mesmo?
Nem sempre quem se mostra é quem se encontra. Às vezes, o barulho da exposição é só um disfarce para o silêncio interno que a gente ainda não teve coragem de encarar.

Por muito tempo, eu mesma acreditei que estar presente nas redes, sorrindo, opinando e compartilhando, era o retrato da segurança. Hoje entendo que, quando a autoestima está fragilizada, a exposição pode virar uma tentativa de validação. A gente posta para ser vista, quando o que realmente precisa é se enxergar.

O autoconhecimento muda até o motivo pelo qual a gente se mostra. Quando a mulher se encontra, ela não precisa provar nada, ela compartilha.
Não disputa, inspira.
Não busca aplauso, busca propósito.
E é aí que a presença dela deixa de ser barulho e passa a ser verdade.


Na era das aparências, ser de verdade virou ato de coragem. E talvez a maior prova de autoestima seja justamente essa: conseguir se encontrar em silêncio, antes de se mostrar para o mundo.