Não há infinito sem a linha do horizonte: Poema da Resistência

Nesta coluna, a resistência funciona como essa linha do horizonte: é ela que mantém viva a esperança, a direção, mesmo quando o infinito (a liberdade, a justiça, a democracia) ainda parece inalcançável

Hoje venho escrever sobre “não há infinito sem linha do horizonte”, ²sugere que para vislumbrar o infinito: (utopias, sonhos coletivos, futuro melhor) é preciso ter um ponto de referência: o horizonte.


Nesta coluna, a resistência funciona como essa linha do horizonte: é ela que mantém viva a esperança, a direção, mesmo quando o infinito (a liberdade, a justiça, a democracia) ainda parece inalcançável.

Resistir é não perder de vista o horizonte


Sem resistência, perde-se a visão do horizonte, e com ele a possibilidade de avançar.

O horizonte nunca se toca, mas ele guia a caminhada. Assim como a utopia: nunca se alcança totalmente, mas impulsiona a luta.

O infinito é a liberdade plena, a justiça total, a democracia verdadeira.

O horizonte é o esforço coletivo, a resistência, que aponta o caminho e mantém a direção, mesmo em tempos de retrocesso.

Resistir, portanto, é não deixar que esse horizonte desapareça, é manter acesa a chama que aponta para o infinito das utopias.

Opto por conduzir a narrativa a partir das experiências que vivi no passado e as demandas políticas do presente, reescrevendo, à maneira literária, a história vista pelos olhos de um poeta que busca um futuro de liberdade.

Vou procurar nesta coluna manter a força poética e expandir meus sentimentos.

A resistência não é apenas um ato, é uma herança.

Ela nasce da terra molhada pelo suor e pelo sangue dos que ousaram sonhar,
ecoa no compasso das mãos que trabalham e floresce nos corações que se negam a ceder ao silêncio e a covardia.

O poema da resistência é mais que palavras alinhadas em versos:
é memória pulsando,
é ferida transformada em cicatriz que ensina,
é chama que não se apaga diante do momento por qual passa o BRASIL.

Cada linha escrita guarda o peso de uma história,
e ao mesmo tempo, a leveza de uma esperança.

O que nele vibra não é apenas dor,
mas a coragem de se levantar mil vezes,
mesmo depois de tantas quedas.

Assim, a poesia se faz ponte entre passado e futuro,
lembrando que nenhum grito de liberdade é em vão.
A cada voz que se ergue, o poema renasce,
mostrando que resistir é também celebrar a vida,
afirmar a dignidade
e nunca abandonar o sonho da liberdade.

Poema da resistência.

Ecoa nos campos, nas fábricas, nas ruas:
não é apenas uma poesia,
é um grito de liberdade,
um hino de resistência.

Recitada em várias vozes,
traz consigo a memória dos que lutaram,
dos que caíram sonhando um amanhã mais justo.
Cada verso é semente,
cada estrofe é esperança.

De versos simples,
mas de força infinita,
ela atravessa gerações,
transformando dor em coragem,
despedida em renascimento,
silêncio em revolução.

Assim, minha poesia continua viva:
um tributo à dignidade humana,
um lembrete de que nunca se cala,
quem sonha com liberdade.