Síndrome mão-pé-boca – Confira cuidados

Período de maior transmissibilidade é a primeira semana após o início dos sintomas. Foto: Divulgação/Redes Sociais

A doença de mão-pé-boca geralmente não é grave, mas muito contagiosa, espalhando-se rapidamente em escolas e creches. Surtos sazonais normalmente ocorrem entre a primavera e o outono.

Em março de 2023, o CIEVS Nacional recebeu a notificação de surtos em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Neste último estado, até o dia 27 de abril, foram notificados 168 surtos em 62 municípios, com um total de 1.704 casos.

No módulo de surto do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), entre 2017 e 2022 foram registrados surtos da doença de mão-pé-boca em Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Um vírus da família Picornaviridae causa a doença de mão-pé-boca e normalmente habita o sistema digestivo. Os vírus que mais frequentemente causam a doença de mão-pé-boca são o Enterovirus 71 e o Coxsackievirus A16.

Geralmente, é uma doença autolimitada, com um curto período de incubação de 3 a 6 dias. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem comumente em mãos, pés e boca.

Transmissão

Embora possa acometer também os adultos, a doença é mais comum na infância, em bebês que estão amamentando e menores de cinco anos de idade.

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, direta ou indiretamente, por meio das fezes e secreções respiratórias, desde o período de incubação até algumas semanas após a infecção, ou então através de alimentos e de objetos contaminados.

Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro a oito semanas. O período de maior transmissibilidade é a primeira semana após o início dos sintomas.

Foto: Divulgação/Redes Sociais

Sintomas mais comuns

As principais manifestações da doença são: febre, erupções maculopapulares ou papulovesiculares em mãos, pés e nádegas, além de úlceras na mucosa oral e ao redor da boca. Em alguns casos, as erupções podem progredir para lesões bolhosas, amplamente distribuídas pelo corpo.

A erupção geralmente não causa coceira, caracterizando-se por manchas vermelhas planas ou ligeiramente elevadas, às vezes com bolhas com uma área de vermelhidão na base. O fluido na bolha e a crosta resultante que se forma à medida que a bolha cicatriza, podem conter o vírus.

Também podem estar presentes mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. A complicação mais comum é a desidratação secundária à dificuldade de ingestão pela existência de lesões aftosas em cavidade oral.

Foto: Pediatra Dr. Arlen Santiago Neto/Arquivo Pessoal

Confira cuidados:

Em domicílios, instituições e outros ambientes de convivência em que houver um caso suspeito recomenda-se uma série de cuidados, como:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Limpar e desinfetar superfícies com água e sabão tocadas com frequência;
  • Limpar e desinfetar itens compartilhados, incluindo brinquedos e maçanetas;
  • Evitar o compartilhamento de utensílios pessoais, como: talheres, copos, pratos, toalhas;
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

Também é aconselhável afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas, que duram entre 5 a 7 dias.

Foto: Divulgação/Redes Sociais