A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação sobre o feminicídio de uma jovem que ocorreu em Taiobeiras, no Norte de Minas, no dia 27 de dezembro de 2024.
De acordo com PCMG, o suspeito tentou encobrir o homicídio simulando um suicídio. Porém, a perícia e os depoimentos de testemunhas desmontaram a versão. O autor foi preso três dias após o crime.
Família desconfiou
Os policiais civis instauraram o inquérito no dia 28 de dezembro do ano passado, no momento em que a família levantou suspeitas de que a morte da moça podia ter sido causada por terceiros. Além disso, a cena onde ocorreu o crime também apontou indícios de alteração.
Em 30 de dezembro de 2024, o suspeito foi localizado e preso, sendo que ele estava em posse do celular da vítima. Durante a abordagem, quando indagado, ele confessou o crime.
Investigações
Durante as investigações, a PCMG coletou depoimentos de testemunhas, laudos periciais e realizou uma reprodução simulada, que esclareceu como foi a dinâmica do feminicídio. O laudo de necrópsia também confirmou que a casa da morte da jovem foi por asfixia, indicando a ação violenta do autor.
Segundo a delegada Mayra Coutinho, responsável pelo caso, o suspeito foi até a casa da vítima na noite do dia 27 de dezembro de 2024, com o pretexto de cobrar uma suposta dívida de uma bicicleta. O fato não foi comprovado.
Durante as apurações, a polícia descobriu que os dois tiveram um relacionamento meses antes do crime. Porém, a vítima decidiu terminar a relação e logo em seguida, começou a se envolver com uma outra pessoa.
Perseguição
Conforme a investigação, a motivação do crime seria pelo fato do ex-namorado não aceitar o fim do relacionamento e, por ciúmes, ter cometido o feminicídio.
Ainda segundo testemunhas ouvidas, o suspeito perseguia a ex-namorada, insistindo em manter contato com ela e, além disso, demonstrava um comportamento obsessivo.
Dias antes do crime, a vítima chegou a pedir para que uma amiga dormisse em sua casa, pois estava com medo de ficar sozinha devido as perseguições do ex.
Dia do crime
As investigações apontam que no dia do crime, o ex-casal iniciou uma discussão no quarto da jovem, sendo que o homem partiu para cima da vítima e a asfixiou. Quando percebeu que a moça estava morta, ele simulou uma cena de suicídio para tentar se livrar da acusação.
Simulou suicídio
No dia 28 de dezembro de 2024, a mãe da vítma foi até a casa dela. Quando chegou ao local, a mulher se deparou com o corpo da filha suspenso por uma corda, que foi amarrada pelo criminoso no telhado da casa.
Diante das provas e com o inquérito finalizado, o suspeito foi indiciado por feminicídio qualificado, por asfixia, fraude processual e alteração da cena do crime.
“Se condenado, pode pegar mais de 40 anos de prisão”, destacou a delegada Mayra Coutinho.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, onde se encontra à disposição da Justiça.