Três policiais militares morreram após a queda de um avião da corporação na tarde dessa sexta-feira (9), em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço. O avião da PMMG decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15.
De acordo com a Polícia Militar, o acidente ocorreu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço.
A tripulação fazia um voo de recheque na aeronave Pégasus 17, um bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO.

Após o acidente, a corporação realizou uma coletiva de imprensa e lamentou a morte dos militares.
“No primeiro momento, segue a lamentação e a consternação de toda a Polícia Militar pelo falecimento de três combatentes desses asas indomáveis da nossa corporação”, disse o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da PM.
Segundo o coronel Flávio Santiago, o avião estava com a documentação regular, manutenção em dia e havia passado por processos de atualização e modernização de equipamentos.
Quem são as vítimas:

Luis Fernando Silvestre, tenente-coronel da PMMG
Conforme o coronel Flávio Santiago, o tenente-coronel Silvestre, que pilotava a aeronave no momento do acidente, tinha mais de cinco mil horas de voo e era o instrutor mais capacitado da corporação.
O militar comandava o esquadrão de aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave) e estava na polícia há mais de duas décadas. Natural de Belo Horizonte, ele tinha 49 anos e deixou a esposa e três filhos.
Gabriela Emília Soares Resende, tenente da PMMG.
Também natural de BH, a tenente Gabriela Emília acumulava, em média, 300 horas de voo. Ela foi a primeira mulher na PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023.
Emília ingressou na corporação em 2017 e foi declarada oficial em 2019. Atuou como comandante de setor no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel, no 41º Batalhão, em Belo Horizonte, antes de se tornar pilota no Comave. A policial havia retornado da licença-maternidade recentemente. Aos 35 anos, ela deixou o marido e dois filhos pequenos.
Alice dos Santos Almeida, tenente da PMMG
A tenente Alice Almeida nasceu em Caratinga, na Região do Rio Doce, e tinha 34 anos. Era pilota e atuava na manutenção de aeronaves da PM. Segundo a corporação, ela também acumulava cerca de 300 horas de voo.
Investigação

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável por apurar ocorrências aeronáuticas, ficará encarregado da investigação. Peritos da Polícia Civil e equipes da Aeronáutica também atuam na ocorrência





