A Polícia Civil do Paraná deflagrou, nesta quinta-feira (8), a Operação Cupido, para combater um grupo investigado por extorsão cibernética e estelionato. A ação teve desdobramentos em Minas Gerais, onde foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, incluindo um em Montes Claros, no Norte do estado.
Segundo as investigações, os suspeitos publicavam anúncios falsos de acompanhantes na internet para atrair vítimas. Quando elas recusavam o contato ou não pagavam os valores exigidos, passavam a receber ameaças, inclusive contra familiares. Para intimidá-las, os investigados utilizavam dados cadastrais obtidos previamente.
Até o momento, seis vítimas foram identificadas. Em um dos casos, o prejuízo chegou a aproximadamente R$ 15 mil.
Os mandados tiveram como alvo suspeitos de administrar os perfis falsos, receber e distribuir o dinheiro obtido por meio das extorsões e prestar suporte tecnológico ao grupo.
“Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, mídias e documentos relacionados à movimentação financeira. Os materiais serão analisados e poderão contribuir para o avanço das investigações e para a identificação de outros envolvidos”, disse a Polícia Civil.
Ação em Montes Claros
Na cidade do Norte de Minas, a Polícia Civil mineira apoiou o cumprimento de um dos mandados judiciais. Durante as buscas, foram apreendidos cinco aparelhos celulares, um tablet e diversos cartões.
De acordo com o delegado Cézar Salgueiro, da PCMG, a integração entre as forças policiais permite ampliar o alcance das investigações e identificar integrantes de grupos criminosos que atuam no ambiente virtual.
“A atuação integrada entre as polícias civis dos estados permite ampliar o alcance das investigações e alcançar integrantes de organizações criminosas que utilizam a tecnologia para praticar delitos. Os materiais apreendidos em Montes Claros serão analisados e poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos, a identificação de outros envolvidos e o rastreamento dos valores movimentados pelo grupo”, destacou.
Os materiais apreendidos serão submetidos à análise pericial e investigativa, conforme as necessidades da apuração.
Segundo o delegado Gabriel Fontana, a atuação rápida e técnica da equipe de investigação foi fundamental para o avanço das apurações.
“A rápida e técnica atuação da equipe de investigação foi fundamental para mapear toda a cadeia financeira e tecnológica do grupo criminoso, demonstrando que os crimes cometidos no ambiente virtual deixam rastros e que os responsáveis serão devidamente identificados e responsabilizados perante a Justiça.”
As investigações continuam para identificar outros suspeitos, esclarecer a extensão dos crimes e reunir provas para a responsabilização dos envolvidos.





