Uma mulher de 26 anos, investigada pela morte de uma idosa de 70 anos, foi presa preventivamente nessa quarta-feira (7), em Jaíba, no Norte de Minas. Segundo a Polícia Civil, outros três homens já haviam sido presos em flagrante durante as investigações. A vítima ficou desaparecida por cerca de 12 dias, e o corpo foi localizado em agosto deste ano, em uma área rural do município.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito foi instaurado após o desaparecimento da idosa, que havia sido vista pela última vez em Manga, onde também foi registrada sua última localização telefônica. Durante as investigações, os policiais ouviram moradores, taxistas e mototaxistas e analisaram informações sobre os deslocamentos da vítima.
“As informações levantadas levaram à localização do corpo em uma área rural de Jaíba. Também foram apreendidos pertences pessoais da vítima e um veículo que, segundo a investigação, teria sido utilizado no transporte dela entre Manga, Jaíba e Montes Claros”, informou a PCMG.
Conforme as investigações, os suspeitos sabiam que a idosa possuía recursos financeiros. Segundo a polícia, ela teria sido atraída para Manga por uma pessoa com quem mantinha um relacionamento anterior, e no local, a vítima teria sido ameaçada e submetida à violência para realizar operações financeiras e transferências de valores.
Após as movimentações financeiras, a idosa teria sido levada para uma área rural de Jaíba, onde, segundo a investigação, permaneceu sob o domínio dos suspeitos.
“Segundo declarações prestadas por envolvidos, após as movimentações financeiras, teria sido tomada a decisão de matá-la e ocultar o corpo”, disse a PCMG.
Um dos suspeitos indicou aos policiais o local onde a vítima estaria enterrada, e durante as escavações, parte do corpo foi localizada. De acordo com a Polícia, a área foi preservada para a realização dos trabalhos periciais.
Prisão preventiva
Com o avanço das investigações, a equipe policial reuniu elementos por meio de depoimentos de testemunhas, imagens de sistemas de monitoramento, registros de deslocamentos e documentos relacionados ao caso.
“As informações levantadas apontaram a necessidade de aprofundar a apuração sobre a possível participação da mulher no crime. Diante disso, a PCMG representou pela prisão preventiva da investigada, medida deferida pelo Poder Judiciário”.
As investigações continuam, segundo a Polícia Civil.





