Ecovias inicia obras na BR-251: a esperança de uma nova estrada e uma longa travessia

Confira a coluna Sal da Terra desta semana, por Milton Santiago
Foto: Ecovias / Divulgação

Entre cones e esperança, os primeiros passos de uma nova BR-251 começaram a ser dados.

Esta longa travessia custará R$ 13 bilhões e traz consigo o desafio de transformar uma das rodovias mais importantes da nossa região, sinalizando o início de um novo tempo.

A Ecovias das Gerais, do grupo EcoRodovias, administra um trecho de 734,9 quilômetros das BRs-251 e 116 por 30 anos.


A concessionária executa o Plano de 100 Dias, com operações de “Pare e Siga” para recuperação da pista, limpeza e reforço da sinalização.

Quem trafega pela BR-251 conhece bem os desafios de uma rodovia marcada, ao longo dos anos, por dificuldades de conservação e acidentes.

A intervenção marca o início prático de uma transformação esperada há décadas. Parte do chamado Plano de 100 Dias, lançado no início do mês, essa etapa emergencial busca entregar o básico com urgência: tapa-buracos, roçada, limpeza dos acostamentos e reforço na sinalização, com atenção especial aos trechos críticos e com histórico de acidentes.

É verdade que ninguém gosta do trânsito travado em um sistema alternado de “Pare e Siga”.

A orientação para “programar a viagem e reduzir a velocidade” exige paciência de caminhoneiros, motoristas e de todos que utilizam a via diariamente.

No entanto, diante do histórico da BR-251, a lentidão temporária é um preço pequeno a se pagar se o resultado for mais segurança e menos vidas perdidas.

O que está em jogo para os próximos 30 anos?
A concessão impressiona pelo tamanho do desafio e pelos números envolvidos no contrato.
Extensão: 734,9 quilômetros, conectando o Norte de Minas, o Vale do Jequitinhonha e a Bahia, por meio das BRs 251 e 116.

Investimento: R$ 13 bilhões previstos ao longo de três décadas.
Melhorias projetadas: duplicações, faixas adicionais, passarelas, vias marginais, contornos urbanos e serviços de apoio e socorro aos usuários.

O “Pare e Siga” no km 492 é apenas o primeiro passo de uma caminhada que será longa. Para quem depende dessa rodovia, resta manter a atenção redobrada no trânsito e exercer também o papel de fiscalizador: cobrar para que os transtornos de hoje se convertam, de fato, na rodovia segura, moderna e eficiente que o Norte de Minas espera há décadas.

Porque uma estrada não é feita apenas de asfalto. Ela é feita de vidas, de histórias, de trabalho e de esperança.

Que a BR-251 seja, finalmente, o caminho para um futuro de mais segurança, desenvolvimento e dignidade para toda a nossa região.