O Governo de Minas lançou uma nova edição do programa Compete Minas, que vai disponibilizar R$ 50 milhões para financiar projetos de inovação tecnológica voltados ao aumento da competitividade do setor produtivo do estado. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10), durante evento realizado em Belo Horizonte.
Coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), a iniciativa busca apoiar empresas, startups, cooperativas e instituições de pesquisa no desenvolvimento de soluções inovadoras com potencial de impacto econômico e tecnológico.
As inscrições poderão ser realizadas entre 15 de junho e 30 de julho de 2026, por meio do Sistema Everest. O edital também será disponibilizado no site da Fapemig nos próximos dias.
Uma das principais novidades desta edição é a criação da Bolsa Sócio-Empreendedor (BSE), desenvolvida em parceria com o Sebrae Minas. O benefício prevê o pagamento mensal de R$ 6,5 mil, por até seis meses, para os coordenadores dos 50 projetos mais bem avaliados na categoria destinada a micro e pequenas empresas.
O novo edital unifica as duas modalidades que anteriormente eram ofertadas separadamente. A Linha A, chamada Tríplice Hélice, contempla projetos desenvolvidos por instituições de ciência e tecnologia em parceria com o setor produtivo. Já a Linha B é destinada a propostas apresentadas diretamente por empresas, startups e cooperativas mineiras.
Os valores de financiamento variam conforme a modalidade e o porte dos participantes. Na Linha A, os recursos podem chegar a R$ 4 milhões por projeto. Já na Linha B, o limite é de R$ 3,5 milhões.
Desde sua criação, em 2022, o programa já destinou mais de R$ 115 milhões para 293 projetos de inovação em Minas Gerais. Entre os casos de sucesso está uma empresa de base tecnológica criada a partir de pesquisas acadêmicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que utilizou recursos do Compete Minas para aprimorar um equipamento de alta tecnologia voltado à análise de nanomateriais. Atualmente, a solução é utilizada por instituições de pesquisa no Brasil e já foi exportada para diversos países.
Nesta edição, o programa também contará com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), ampliando as possibilidades de captação de recursos e de desenvolvimento de projetos inovadores no estado.
Segundo o Governo de Minas, a expectativa é ampliar o alcance do programa e estimular a criação de novas tecnologias capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento econômico em diferentes regiões mineiras.





