Operação contra golpe da ‘falsa garota de programa’ cumpre sete mandados de prisão em Montes Claros

Ação das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Segundo as investigações, os suspeitos publicavam anúncios falsos de acompanhantes na internet e, após o contato das vítimas, faziam ameaças e exigiam pagamentos por meio de coação psicológica.
Foto: Divulgação/ PCMG

Sete mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Montes Claros, no Norte de Minas, durante uma operação das polícias civis de Minas Gerais (PCMG) e do Distrito Federal (PCDF) contra uma organização criminosa suspeita de aplicar o golpe da falsa garota de programa. A Operação Medusa foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (10).

De acordo com a PCMG, celulares, dinheiro e outros materiais foram apreendidos e serão submetidos à perícia. Durante a ação, um casal também foi preso em flagrante por suspeita de tráfico de drogas, após a localização de entorpecentes em um dos imóveis alvo da operação.

Operação

As investigações começaram após o registro de ocorrências no Distrito Federal. Com o avanço das apurações, a Agência de Inteligência do 11º Departamento da PCMG identificou que o grupo atuava em Montes Claros e fazia vítimas em diferentes estados do país.


Foto: Divulgação/ PCMG

Segundo o delegado da PCDF, Frederico Teixeira, os suspeitos anunciavam falsas acompanhantes em plataformas digitais. Após o contato das vítimas, integrantes da organização faziam ameaças e exigiam pagamentos, alegando supostos prejuízos causados às mulheres, com o objetivo era obter vantagem financeira por meio de intimidação e coação psicológica.

Combate ao crime

Conforme o delegado Diego Flávio Carvalho, esta é a nona operação coordenada pela Agência de Inteligência do 11º Departamento da PCMG para combater grupos envolvidos nesse tipo de golpe. Ao longo das ações, mais de 80 investigados já foram identificados e submetidos a medidas cautelares.

A PCMG informou que as investigações continuam para a identificação de novas vítimas e, até mesmo, possíveis comparsas e integrantes do grupo. “As investigações também buscam atingir a estrutura financeira das organizações criminosas, incluindo pessoas responsáveis por fornecer contas bancárias para movimentação dos valores obtidos ilegalmente e possíveis envolvidos em lavagem de dinheiro”, informou.

O delegado orienta que pessoas que recebam ameaças ou cobranças relacionadas a anúncios de acompanhantes não realizem qualquer pagamento. A recomendação é procurar imediatamente uma unidade policial para registrar a ocorrência.

Foto: Divulgação/ PCMG
Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.