Operação Caatinga Resiste identifica mais de 1,4 mil hectares de desmatamento ilegal em Minas Gerais

As fiscalizações se concentraram nas cidades de Gameleiras e Jaíba, onde foram vistoriadas 46 áreas rurais. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, foram aplicadas mais de R$ 20 milhões em multas por irregularidades ambientais.
Foto: Ministério Público de Minas Gerais/ Divulgação

Uma operação de combate ao desmatamento ilegal identificou 1.468,76 hectares de vegetação suprimida em Minas Gerais. A ação, intitulada “Caatinga Resiste”, foi realizada entre os dias 9 e 19 de março em nove estados do semiárido brasileiro.

Em Minas, a ação foi coordenada pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), com participação de outros órgãos do Ministério Público.

Autuações

No Norte de Minas, as fiscalizações se concentraram nas cidades de Gameleiras e Jaíba, onde foram vistoriadas 46 áreas rurais, incluindo fazendas e regiões de pastagem. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a área desmatada equivale a cerca de 1.400 campos de futebol.


Foram aplicadas mais de R$ 20 milhões em multas por irregularidades ambientais. Ainda de acordo com o MPMG, as autuações foram feitas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), com apoio da Polícia Militar.

Além das autuações, a operação resultou na prisão de uma pessoa e na apreensão de uma arma de fogo, dois mil metros cúbicos de lenha e 19 metros cúbicos de carvão.

Foto: Divulgação/ Ministério Público de Minas Gerais

Balanço nacional

Ao todo, a operação “Caatinga Resiste” identificou 10.453 hectares de desmatamento ilegal em nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Até o momento, foram embargados 6.673 hectares e aplicados quase R$ 27 milhões em multas, atingindo cerca de 295 imóveis rurais.

Para a Promotora de Justiça, Maria Izabela Colares, a operação foi um compromisso coletivo interestadual e interinstitucional na defesa da Caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro e único no mundo. “Estamos falando de um ecossistema rico em diversidade, adaptado a situações climáticas desafiadoras e essencial ao semiárido”, disse.

Nos casos em que foram constatadas irregularidades, o Ministério Público adotará medidas extrajudiciais e judiciais para recuperar o meio ambiente e responsabilizar os infratores.

Foto: Divulgação/ Ministério Público de Minas Gerais
Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.