Homem de 66 anos é indiciado por estupro de vulnerável após DNA confirmar paternidade em Taiobeiras

Crime ocorreu em 2016, quando a vítima tinha 13 anos; na época, adolescente não revelou o agressor por medo e vínculo familiar
Foto: Divulgação/ Polícia Civil de Minas Gerais
Foto: Divulgação/ Polícia Civil de Minas Gerais

Um homem de 66 anos foi indiciado por estupro de vulnerável, em Taiobeiras, no Norte de Minas. O crime ocorreu em 2016, quando a vítima tinha apenas 13 anos.

O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário, nesta quarta-feira (4/3), para as providências cabíveis.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o investigado é tio da vítima. Na época, o Conselho Tutelar foi acionado após a jovem engravidar. No entanto, por medo de represálias e devido ao vínculo familiar, ela não revelou quem era o agressor.


Após atingir a maioridade, a vítima procurou a Polícia Civil e formalizou a denúncia, apontando o marido da tia como pai do filho, que atualmente tem 9 anos.

Durante interrogatório, o investigado alegou que a adolescente se insinuava para ele, mas negou ter mantido relação sexual com a sobrinha. No decorrer das investigações, testemunhas foram ouvidas e foi realizado exame de DNA, que confirmou a paternidade da criança, contrariando a versão apresentada pelo suspeito.

“Com base nas provas reunidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o homem foi indiciado no artigo 217-A do Código Penal, que trata do crime de estupro de vulnerável. O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário, nesta quarta-feira (4/3), para as providências cabíveis”, informou a PCMG.

A delegada responsável pelo caso, Mayra Coutinho, destacou que “em crimes sexuais cometidos contra menores de 18 anos, o prazo prescricional começa a contar apenas quando a vítima atinge a maioridade, o que possibilita a responsabilização mesmo após anos do ocorrido”.

Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.