O consumo de bebidas alcoólicas faz parte de muitos momentos sociais, mas seus efeitos sobre o organismo vão muito além da euforia momentânea. Do ponto de vista nutricional, o álcool é considerado uma fonte de calorias vazias, pois fornece energia (7 kcal por grama) sem oferecer vitaminas, minerais ou outros nutrientes essenciais.
Além disso, o consumo frequente pode prejudicar a absorção e o metabolismo de diversos nutrientes, especialmente as vitaminas do complexo B (como B1, B6 e B12), o ácido fólico e minerais como zinco e magnésio. Essa carência nutricional pode comprometer o funcionamento do sistema nervoso, a regeneração celular e a imunidade.
Outro ponto importante é o impacto metabólico: o álcool tem prioridade na metabolização hepática, o que significa que o fígado interrompe temporariamente outras funções, como a oxidação de gorduras. Isso pode contribuir para o acúmulo de gordura no fígado e, em casos mais graves, levar à esteatose hepática alcoólica.
Do ponto de vista da composição corporal, o consumo excessivo também está associado ao aumento de peso e à perda de massa muscular, já que o álcool interfere na síntese proteica e estimula o apetite, principalmente por alimentos calóricos e ricos em gordura.
Por outro lado, estudos indicam que o consumo moderado, especialmente de bebidas como o vinho tinto, pode estar relacionado a benefícios cardiovasculares, devido à presença de compostos fenólicos como o resveratrol. No entanto, esses efeitos só são observados dentro de um padrão alimentar equilibrado e em pequenas quantidades — geralmente até 1 dose por dia para mulheres e 2 para homens.
Dica da Nutrição:
Se for consumir álcool, priorize a moderação, mantenha-se hidratado (intercalando água entre as doses) e evite ingerir bebidas alcoólicas em jejum. Uma alimentação rica em frutas, vegetais e proteínas magras ajuda a minimizar os efeitos do álcool sobre o metabolismo.
📍Por: @tamirysnutri





