Uma enfermeira de 52 anos foi ferida com uma agulha durante atendimento no Hospital Infantil João Paulo II, no Centro de Belo Horizonte, na noite desta segunda-feira (29). A profissional coletava sangue de um bebê de três meses quando, segundo a Polícia Militar, a mãe da criança, de 25 anos, retirou a agulha utilizada e acabou perfurando a mão da enfermeira. O caso gerou preocupação, já que o bebê é filho de uma mulher que vive com HIV, e o primeiro teste da criança indicou resultado positivo para o vírus.
A enfermeira foi imediatamente encaminhada ao Hospital João XXIII, onde recebeu medicação preventiva com coquetel antirretroviral.
Em sua versão, a mãe negou ter direcionado a agulha contra a profissional, afirmando que apenas retirou o acesso venoso do filho e jogou o material no chão. Ela alegou ter agido de forma impulsiva por acreditar que o procedimento estava sendo mal executado e reclamou das condições do hospital. Após o ocorrido, mãe e enfermeira foram levadas ao Departamento de Plantão da Mulher (Depam 2), enquanto o bebê permaneceu internado sob os cuidados da equipe médica, acompanhado pela avó materna.
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) divulgou nota lamentando o ocorrido e afirmando que está prestando toda a assistência à servidora, que foi acolhida e orientada conforme protocolo institucional de exposição a material biológico potencialmente contaminado. A Fhemig repudia qualquer forma de violência contra seus servidores e reforça o compromisso com a proteção e respeito aos profissionais da saúde, destacando que o Hospital Infantil João Paulo II possui 118 câmeras de segurança, controle de acesso e equipe de segurança 24 horas.
A Fundação também informou que realiza avaliações contínuas das medidas de segurança em todas as suas unidades, oferecendo acompanhamento por meio da área de Saúde e Segurança do Trabalhador para prevenir e enfrentar situações de violência.





