Concessão da BR-251 e BR-116 fortalece a economia do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha

Rodovias que, hoje figuram entre as mais perigosas do país, cortam região com potencial turístico e em plena expansão com farmacêuticas, mercado de celulose, pedras preciosas e vale do lítio
Foto: Vietro Creative

A Ecovias das Gerais, assumiu, desde julho deste ano, a administração de um dos corredores rodoviários mais estratégicos de Minas Gerais: Os 734,9 km das BRs 251 e 116 que atravessam 26 municípios entre o Norte do estado, o Vale do Jequitinhonha e o sul da Bahia, região que historicamente sofreu com altos índices de acidentes, mas que também vive, simultaneamente, um dos maiores booms econômicos do interior mineiro nos últimos anos.

Além de se posicionar como um corredor logístico estratégico para produções que vem de outros estados do Brasil, a região também conta com uma economia promissora em diferentes nichos como celulose, lítio, e farmacêutico e contempla municípios com forte potencial turístico. Todo esse potencial, no entanto, sofre pela necessidade de investimentos em infraestrutura e segurança viária. Conhecida pelos seus riscos, as BRs 251 e 116 acumulam, historicamente, altos índices de ocorrências que se tornam gargalo para o desenvolvimento local.

O Impacto da Infraestrutura

Foto: Vietro Creative

Levantamentos recentes da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostram que a qualidade do pavimento eleva em até 31,2% os custos operacionais do transporte no Brasil. Na prática, esse é um custo que chega ao caminhoneiro, ao produtor rural e, no fim da cadeia, ao consumidor.


A urgência é também humana: em 2025, a BR-251 foi considerada uma das rodovias mais letais do país, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal. Nos primeiros meses de 2026, o número de mortes no trecho já havia mais que dobrado em comparação com igual período do ano anterior. Uma história que já começou a viver um novo capítulo.

“Sabemos do tamanho do desafio que vamos enfrentar para mudar a realidade dessas rodovias. Essa região merecia este cuidado e investimento para atingir o seu potencial comercial e turístico, e nós apoiamos e acreditamos que com uma infraestrutura de qualidade e uma operação presente 24 horas, esse cenário com certeza será outro no futuro” afirma Alberto Lodi, Diretor Presidente de Concessões do Grupo Ecorodovias.

E os próprios dados da CNT indicam essa oportunidade de melhora: em rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos já apresentam Alto Índice de Perdão — ou seja, maior capacidade de reduzir a gravidade de um acidente.

Atuação já mostra resultado

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Só nos primeiros 100 dias de trabalho, a Ecovias das Gerais entrou com mais de 90 frentes de trabalho, gerando mais de 2 mil empregos, e atacando pontos críticos que necessitavam de recuperação de pavimento, revitalização de sinalização horizontal e vertical, implantação de dispositivos de segurança e intervenção em obras de arte especiais.

Desde o dia 3 de novembro, com 60 dias de antecedência em relação ao compromisso contratual, também teve início o trabalho de atendimento aos usuários, com socorro médico e mecânico e monitoramento contínuo das pistas.

Potencial da Região

A melhoria da infraestrutura chega em um momento decisivo para a economia da região. No Vale do Jequitinhonha, o polo de mineração de lítio — batizado de “Vale do Lítio” — bateu recorde de produção em 2024, com 944 mil toneladas extraídas, quase quatro vezes o volume do ano anterior, atraindo R$ 6,9 bilhões em investimentos privados desde 2023. Desenvolvimento que, como o próprio governo de Minas Gerais reconheceu publicamente, exige uma melhora da malha rodoviária do entorno para viabilizar o escoamento dessa produção.

Além disso, municípios como Grão Mogol e Salinas, na 251, e os municípios da 116 que integram o Circuito Turístico das Pedras Preciosas são apenas alguns exemplos do potencial turístico da Região.

“Quem passa por essas rodovias percebe a quantidade de veículos comerciais deslocando mercadorias. A relação é clara: com uma melhor infraestrutura, as viagens serão mais rápidas, as pessoas mais seguras, e a região com uma boa capacidade de escoamento vai se destacar aos olhos de quem quer investir e produzir”, completa Luis Salvador, Diretor Superintendente da Ecovias das Gerais.

Ao longo dos 30 anos de concessão, estão previstos investimentos totais de R$ 13,16 bilhões nas duas rodovias, incluindo obras de duplicação, faixas adicionais, contornos urbanos e ampliação da capacidade de atendimento a emergências. A expectativa da concessionária é que o progresso da infraestrutura reduza custos logísticos e o número de acidentes na via, ao mesmo tempo em que sustente o crescimento das cadeias produtivas da região nas próximas décadas.