A Polícia Federal (PF) vai investigar o ataque contra a vereadora de Montes Claros Iara Pimentel (PT), atingida no rosto por um objeto arremessado durante um ato político no sábado (24). A informação foi confirmada neste domingo (25) pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
Segundo Rodrigues, a parlamentar procurou a delegacia da PF em Montes Claros na manhã deste domingo para registrar a ocorrência e prestar depoimento sobre o episódio. O diretor-geral afirmou que há imagens do momento em que ela foi atingida.
O ataque ocorreu enquanto Iara participava, ao lado de outras pessoas, de um ato político em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Conforme relatos de testemunhas, o carro de som em que o grupo estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos arremessados por apoiadores de adversários políticos.
A vereadora sofreu um ferimento no rosto e recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada ao hospital, onde passou por exames, recebeu medicação e permaneceu em observação por algumas horas antes de receber alta médica.
Andrei Rodrigues classificou a agressão como a ocorrência de maior gravidade entre os casos registrados durante o segundo turno das eleições gerais.

Vereadora cobra responsabilização
Após o episódio, Iara Pimentel se manifestou nas redes sociais e afirmou que a violência política e de gênero, além do ódio e da intolerância, representam ameaças à democracia. A parlamentar também defendeu uma investigação rigorosa e a responsabilização dos envolvidos.
“Não podemos naturalizar nem aceitar esses ataques”, declarou a vereadora.
Minas Gerais lidera ocorrências eleitorais
Um balanço preliminar divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública apontou 618 ocorrências relacionadas às eleições registradas em todo o país até as 19h deste domingo (25).
No período, ao menos 57 pessoas foram presas em flagrante e 152 foram conduzidas. Também foram apreendidos R$ 1.897 em dinheiro, nove veículos e uma arma de fogo.
Entre as ocorrências mais registradas estavam boca de urna, que representou 13,3% dos casos; propaganda eleitoral irregular (11,3%); crimes eleitorais diversos (7,6%); desordem (7,4%); e desobediência às ordens da Justiça Eleitoral (6,6%).
Minas Gerais liderou o levantamento, com 91 ocorrências, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 59; Goiás, com 48; e Mato Grosso, com 42.





