A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta sexta-feira (16), a investigação sobre a morte de um homem, de 41 anos, durante uma discussão com a companheira, de 36, no povoado Capivara de Cima, zona rural de Espinosa, no Norte de Minas. O caso ocorreu em 26 de julho deste ano e, após a análise das provas, a corporação concluiu que a mulher agiu em legítima defesa e se manifestou pelo arquivamento do inquérito.
De acordo com a versão apresentada pela investigada, o companheiro teria iniciado as agressões ao arremessar uma cadeira contra ela e, em seguida, segurá-la pelo pescoço. Diante da situação, a mulher relatou que pegou uma faca que estava próxima e atingiu o homem com um golpe na região do pescoço.
Laudos e reprodução dos fatos
Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu depoimentos, exames periciais e uma reprodução simulada da ocorrência para verificar a compatibilidade entre a versão apresentada e os vestígios encontrados no local.
O laudo de necropsia apontou que a vítima sofreu uma única lesão provocada por instrumento perfurocortante. O ferimento causou uma hemorragia fatal. A faca apreendida no imóvel também foi submetida à perícia, que identificou compatibilidade com o instrumento utilizado.
A reprodução simulada dos fatos reforçou a versão apresentada pela mulher. Conforme o laudo, a narrativa era compatível com a disposição dos elementos no imóvel, a lesão identificada no corpo da vítima e os demais vestígios analisados.
A apuração também reuniu relatos sobre conflitos anteriores entre o casal e possíveis episódios de agressão sofridos pela investigada.
Inquérito foi concluído sem indiciamento
Na avaliação da Polícia Civil, o conjunto de provas indicou que a mulher estava diante de uma agressão em andamento e que a reação ocorreu com um único golpe. A corporação também considerou a correspondência entre o relato da investigada e os resultados dos exames periciais.
Com base nesses elementos, a PCMG concluiu pela legítima defesa e encerrou o inquérito sem indiciar a mulher. O relatório final, acompanhado da manifestação da Polícia Civil pelo arquivamento, foi encaminhado ao Poder Judiciário.





