Recordar é Viver – Imperial Futebol Clube Versus Associação Atlética Atalaia: Duelo de gigantes do futebol januarense

Confira a coluna Em Cima do Lance desta semana, por José Maria Guedes

Na década de 60, com uma das mais brilhantes gerações do futebol de Januária penduraram as chuteiras e, esse então, as domingueiras do estádio Monte Castelo, palco maior do esporte regional, e dos campos varzeanos não mais seriam as mesmas. As bandeiras não tremulavam com a magia de antes, as jogadas geniais não tinham o mesmo brilho.

Entre tantos artistas da bola, Dílson Matos, Augustão, Zala, Teófilo, Zé de Ginu, Zé Branquinho, Quinca Santana, Chagas, Zé Leite e o trio de irmãos maravilhas seu Nem, Manoelito e João damascena se despediram, deixando órfão as camisas de tradicionais equipes das grandezas de Imperial, Atalaia, Pastoril, Icaraí, Fundação SESP, Vila Nova, Cruzeiro do Sul, Vera Cruz, Cruz Vermelha, Juventus, Santa Cruz entre tantas outras agremiações que marcaram época nas plagas da Cidade das Águas Belas do rio São Francisco, nosso querido Velho Chico, no sertão norte-mineiro. Senhores da bola se eternizando no “Cantinho da Saudade” dos corações da fanática torcida da nossa querida cidade-mãe. Velhos tempos, belos dias.

Na foto, um instantâneo fotográfico histórico desta geração mágica do futebol januarense, quando o antigo campo do Juventus, onde atualmente é a tradicional escola estadual Olegário Maciel, em 28 de abril de 1959, seria palco de uma memorável contenda entre Imperial versus Atalaia, colocando frente a frente duas das mais fantásticas e aguerridas agremiações do esporte Municipal.


A partir da esquerda: Augustão, Antônio Preto, Zala, João Viana, Bastinho, Senaval, Zé Magalhães, Seu Nem Damasceno, Zé Leite, Carrin Zala e Domingos Zazá.