Intoxicação alimentar: quando a comida pode fazer mal

Confira a coluna Nutrição em Pauta desta semana, por Dra. Tamirys Souza

Dor de barriga, náuseas, vômitos, diarreia e mal-estar após uma refeição podem ser sinais de que algo não caiu bem. Em alguns casos, porém, não se trata apenas de uma “indigestão”, mas de uma doença transmitida por alimentos (DTA).

A intoxicação alimentar pode acontecer quando consumimos alimentos ou água contaminados por microrganismos, toxinas ou outras substâncias prejudiciais à saúde. A contaminação pode ocorrer em diferentes etapas: durante a produção, armazenamento, preparo, transporte ou até mesmo no momento de servir.

Quais são os principais sintomas?


Os sintomas mais comuns incluem:

* náuseas e vômitos;
* diarreia;
* cólicas e dor abdominal;
* febre;
* fraqueza e mal-estar.

A intensidade e a duração variam conforme o agente causador e as condições de saúde de cada pessoa.

O que fazer?

O principal cuidado é evitar a desidratação. Água, água de coco, caldos e, principalmente, o soro de reidratação oral podem ajudar na reposição de líquidos e sais minerais perdidos.

Durante a recuperação, prefira refeições leves e de fácil digestão, respeitando a tolerância do organismo. Não é necessário ficar muitas horas em jejum.

Também é importante ter cuidado com a automedicação. Antidiarreicos e antibióticos, por exemplo, não devem ser utilizados por conta própria, pois nem sempre são indicados.

Quando procurar atendimento?

Sangue nas fezes, febre alta ou persistente, vômitos que impedem a ingestão de líquidos, sinais de desidratação, dor abdominal intensa ou sintomas que não melhoram merecem avaliação médica. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas precisam de atenção especial.

Prevenir é melhor do que remediar

Alguns cuidados simples reduzem bastante o risco:

Lave as mãos antes de preparar e consumir alimentos; higienize corretamente frutas e verduras; mantenha os alimentos refrigerados; evite deixar preparações prontas por muito tempo em temperatura ambiente; cozinhe bem carnes, ovos e outros alimentos de origem animal; e não consuma alimentos com aparência, cheiro ou sabor alterados.

Além disso, ao comer fora de casa, observe as condições de higiene do estabelecimento e a forma como os alimentos são armazenados e servidos.

Comida segura também faz parte de uma alimentação saudável. Afinal, cuidar da alimentação não significa apenas escolher alimentos nutritivos, mas também garantir que eles sejam preparados, armazenados e consumidos de maneira segura.

Tamirys Souza – Nutricionista
@tamirysnutri