Réu confesso é condenado a 12 anos de prisão por homicídio qualificado contra jovem de 29 anos em Montes Claros

O homem foi preso horas após o crime e confessou o homicídio. A identificação dele foi possível após a análise de imagens de câmeras de segurança de casas e estabelecimentos comerciais da região.

Um homem, de 21 anos, foi condenado a 12 anos de prisão, em regime fechado, pela morte de Newellington Edmar Santos Xavier, de 29 anos. Réu confesso, ele foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe. O julgamento foi realizado nessa quinta-feira (27), no Fórum Gonçalves Chaves, no bairro Ibituruna, em Montes Claros.

O crime aconteceu em fevereiro, no bairro Delfino Magalhães. Newellington foi encontrado morto com um corte profundo no pescoço. Segundo as investigações, antes do homicídio, o acusado e a vítima tiveram relação sexual.

O homem foi preso horas após o crime e confessou o homicídio. A identificação dele foi possível após a análise de imagens de câmeras de segurança de casas e estabelecimentos comerciais da região.


Nas gravações, os militares identificaram o homem transitando pela avenida em um horário compatível com o momento do crime. Ele foi localizado em casa e, segundo as investigações, teria informado aos policiais que vendeu por R$ 2 a faca utilizada no homicídio.

Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas, além da acusação e defesa.

Familiares e amigos de Newellington acompanharam a sessão usando camisetas e segurando cartazes com pedidos de justiça.

“A gente sempre acreditou na Justiça, por isso, sempre clamamos por ela. Esses seis meses de espera, todos os dias nós clamamos e pedimos por justiça”, afirmou Noelia Raquel dos Santos, mãe de Newellington.

Em nota, a defesa do acusado, representada pelo advogado Lucas Prata, informou que respeita e concorda com a decisão soberana do Conselho de Sentença, que representa a manifestação da sociedade sobre os fatos submetidos a julgamento.

A defesa ressaltou ainda que não houve pedido de absolvição durante o julgamento.

“O recurso de apelação interposto não questiona a decisão dos jurados quanto ao mérito do julgamento, limitando-se exclusivamente a questões técnicas relacionadas à aplicação da pena, em relação às quais a defesa entende necessária a revisão pelo Tribunal competente”, afirmou o advogado.

 

Reportagem em atualização

Rodrigo Barbosa
Jornalista de formação pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas - Funorte, em 2018. Natural de Montes Claros-MG, tem passagens por Tv, na Inter TV Grande Minas e Tv Anhanguera, afiliadas Globo, além de assessoria de comunicação, portais de notícias e redações de jornais, sendo impresso e online.