Polícia desarticula esquema de fraude com carro clonado e contas falsas em Montes Claros

Segundo a polícia, um homem, de 32 anos, teria usado uma identidade falsa para se passar pelo proprietário e tentar formalizar a transferência do carro.
Foto: Polícia Civil

Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais apura um esquema envolvendo carro clonado, identidade falsa e golpes bancários, em Montes Claros, no Norte de Minas e em Belo Horizonte. Nesta quarta-feira (26), foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas duas cidades.

As investigações começaram depois que a polícia identificou um veículo com registro de roubo anunciado para venda na internet, usando a placa de outro carro do mesmo modelo. A verdadeira proprietária informou que o automóvel estava em sua garagem e que não havia autorizado nenhuma negociação. Segundo a Polícia Civil, também foi identificada uma tentativa de transferência do veículo por meio de documento eletrônico de propriedade sem o consentimento da proprietária.

Durante as apurações, os policiais descobriram que um comprador havia pago R$ 35 mil pelo veículo, acreditando estar negociando com a dona legítima. Segundo a polícia, um homem, de 32 anos, teria usado uma identidade falsa para se passar pelo proprietário e tentar formalizar a transferência do carro.


Ainda de acordo com a PC , a  investigação também apontou a participação de duas mulheres, de 35 e 43 anos, que seriam envolvidas em golpes contra vítimas. Conforme a polícia, elas se passavam por funcionárias de bancos para conseguir dados pessoais e, depois, abrir contas fraudulentas e movimentar o dinheiro obtido nos golpes.

As contas, segundo a PC,  também teriam sido utilizadas para receber e transferir os recursos, dificultando o rastreamento da origem dos valores.

As duas são investigadas por estelionato e associação, enquanto o homem é investigado por falsidade ideológica.

Durante as buscas em Montes Claros, foram apreendidos celulares, procurações, cartões bancários, computador, máquina de cartão, contratos, dados cadastrais e folhas de cheques. Em Belo Horizonte, também foi cumprida medida em endereço relacionado a um dos investigados. No imóvel, nenhum material ilícito foi localizado.

Segundo a Polícia Civil, todo o material será analisado para identificar outros possíveis envolvidos e novas vítimas. As investigações continuam.