Casal é encontrado carbonizado em carro incendiado no Norte de Minas; caso é investigado como possível feminicídio seguido de morte

Inquérito instaurado pela Polícia Civil apura as circunstâncias da morte do casal e a origem do incêndio que destruiu o veículo

Um homem, de 26 anos, e uma mulher, de 32, morreram na noite de sábado (1º) após o carro em que estavam ser encontrado completamente destruído por um incêndio às margens da MGC-135, em Pedras de Maria da Cruz, no Norte de Minas. A principal linha de investigação aponta para um possível feminicídio seguido da morte do suspeito, mas a dinâmica dos fatos ainda depende da conclusão da perícia.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 23h30 para combater as chamas em um Volkswagen Gol que havia parado em um barranco, na altura do km 222 da rodovia. Após controlar o incêndio, os militares localizaram os corpos das duas vítimas totalmente carbonizados no interior do veículo.


De acordo com informações da Polícia Militar, momentos antes do incêndio, o homem teria atropelado intencionalmente a companheira durante uma discussão. Em seguida, colocou a mulher dentro do automóvel e deixou o local em alta velocidade.

Assim que recebeu a denúncia, a PM montou um cerco para tentar interceptar o veículo, mas o motorista conseguiu fugir utilizando uma estrada vicinal que liga os municípios de Pedras de Maria da Cruz e São Francisco.

Ainda segundo a polícia, um motociclista que trafegava pela rodovia avistou o carro em chamas, cerca de 25 quilômetros da cidade, e relatou ter ouvido uma mulher pedindo socorro. Quando os bombeiros chegaram ao local, o automóvel já estava completamente tomado pelo fogo.

Os militares isolaram a área para os trabalhos da perícia da Polícia Civil. Após a liberação da cena, os corpos foram retirados das ferragens e encaminhados ao serviço funerário de plantão. Em seguida, a pista foi limpa para garantir a segurança dos motoristas.

As autoridades ainda não sabem se a mulher estava viva quando foi colocada no veículo nem o que provocou o incêndio. Essas circunstâncias serão esclarecidas durante a investigação pericial.

Conforme a Polícia Militar, o homem era natural do Maranhão e mantinha um relacionamento recente com a vítima, que teria conhecido por meio das redes sociais. Testemunhas também relataram à corporação que ele apresentava comportamento agressivo. Essas informações serão analisadas ao longo das investigações.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que instaurou um inquérito policial para apurar o caso. O procedimento tramita na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em Januária.

A reportagem do Portal WebTerra entrou em contato com a Polícia Civil e acompanha o andamento da investigação. Segundo a delegada Natália Moura, responsável pelo caso, a linha inicial de apuração é de feminicídio seguido de suicídio, hipótese que ainda depende da conclusão dos laudos periciais para ser confirmada. Novas informações deverão ser divulgadas à medida que as investigações avançarem.