Operação Ágio mira organização suspeita de movimentar R$ 38 milhões com agiotagem e lavagem de dinheiro no Norte de Minas

Polícia Civil cumpriu 30 mandados em quatro cidades da região e apreendeu dinheiro, máquinas de cartão e caça-níqueis durante a ofensiva contra o grupo investigado
Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Ágio, que tem como alvo uma organização criminosa investigada por agiotagem e lavagem de dinheiro no Norte de Minas. A ação é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia Regional de Polícia Civil em Januária.

Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão nos municípios de Januária, Pedras de Maria da Cruz, Manga e Montes Claros. A operação mobilizou 58 policiais civis, com o apoio de 19 viaturas.


De acordo com as investigações, o grupo atuava por meio de um esquema conhecido como “nova agiotagem”, oferecendo empréstimos pessoais utilizando o limite de cartões de crédito das vítimas. Para dar aparência de legalidade às transações, os investigados utilizavam estabelecimentos comerciais irregulares e simulavam vendas em máquinas de cartão, liberando dinheiro em espécie aos clientes mediante a cobrança de juros considerados abusivos.

Conforme a Polícia Civil, as taxas cobradas poderiam ultrapassar 20% ao mês, colocando os clientes em situação de endividamento crescente. O levantamento realizado durante a investigação aponta que a organização movimentou aproximadamente R$ 38 milhões no período analisado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam uma grande quantia em dinheiro, diversas máquinas de cartão de crédito e máquinas caça-níqueis. Todo o material recolhido será submetido à análise pericial e poderá reforçar as provas já reunidas pela investigação.

Segundo a PCMG, o nome Operação Ágio faz referência à cobrança excessiva de juros em empréstimos informais, prática que caracteriza o crime de agiotagem e inspirou a denominação da ofensiva policial.

As investigações continuam sob responsabilidade da 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Januária, que busca identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação financeira da organização criminosa.

Leila Santos
Leila Santos é jornalista, graduada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (Funorte) desde 2019, e editora-chefe do Portal WebTerra. Possui experiência nas áreas de jornalismo, televisão, assessoria de imprensa e comunicação digital, com atuação em produção de conteúdo, gestão editorial, reportagem, apresentação, entrevistas, redação, revisão de textos, roteirização, fotografia e edição de vídeos. Pauta sua atuação pela ética, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade. Apaixonada pela leitura e por causas sociais, acredita no jornalismo como ferramenta de transformação e serviço à sociedade.