A farmacêutica Eurofarma anunciou a chegada ao mercado brasileiro do XCOPRI® (cenobamato), uma nova alternativa terapêutica indicada para adultos com epilepsia farmacorresistente — condição caracterizada pela persistência das crises mesmo após o uso de múltiplos medicamentos.
Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março deste ano e com preços definidos em julho pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o produto deve começar a ser comercializado em todo o país a partir de agosto de 2026. O medicamento estará disponível nas dosagens de 12,5 mg, 50 mg, 100 mg e 200 mg.
Segundo a empresa, a novidade representa um avanço no tratamento da doença, especialmente para pacientes que, até então, tinham acesso limitado a terapias mais modernas ou dependiam de importação excepcional. O lançamento também reforça a atuação da Eurofarma na área de sistema nervoso central e integra uma estratégia de ampliação de soluções inovadoras em saúde.
O XCOPRI® já vinha sendo comercializado em países da América Latina, como Chile e Peru, por meio de uma parceria com a sul-coreana SK Biopharmaceuticals, responsável pelo desenvolvimento da molécula. A iniciativa busca ampliar o acesso regional a tratamentos voltados para condições ainda com necessidades não atendidas.
De acordo com especialistas, o cenobamato se diferencia por seu mecanismo de ação, que combina a modulação dos canais de sódio com o aumento da atividade inibitória do GABA, um neurotransmissor essencial para o controle das crises. Estudos clínicos indicam resultados expressivos: pacientes em tratamento adjuvante apresentaram redução significativa na frequência das crises, com parte deles alcançando até mesmo a ausência total dos episódios — um desfecho considerado raro em casos resistentes.
Dados de pesquisas também apontam que, após múltiplas tentativas com terapias convencionais, apenas uma pequena parcela dos pacientes consegue controle total das crises, o que reforça a importância de novas opções como o cenobamato.
A epilepsia é uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns no mundo e ainda representa um desafio para os sistemas de saúde. No Brasil, estima-se que entre 1% e 2% da população conviva com a condição, o que equivale a cerca de dois a três milhões de pessoas. Na América Latina, milhões de pacientes enfrentam dificuldades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado.
Diante desse cenário, a introdução de novas terapias no mercado é vista como um avanço relevante, com potencial de melhorar a qualidade de vida e a autonomia de pessoas que convivem diariamente com a doença.





