Recordar é Viver: seleção Januarense de futebol quebrou a invencibilidade do poderoso Fluísco, de Juazeiro da Bahia

Confira a coluna Em Cima do Lance desta semana, por José Maria Guedes

Com a energia do apito do vapor, aportando no cais da cidade das Águas Belas, à margem esquerda do rio São Francisco, o nosso querido Velho Chico, a soberana Januária chegava à nostálgica década de 50 no apogeu do comercio fluvial. Da cachaça de qualidade ao algodão, a cidade-mãe transbordava intercâmbio comercial movimentando a economia regional.

Nesta seara de bons ventos, a prática esportiva ganhava clima da arte do bem viver. Senhores da bola rolando o balão de couro, de pé em pé, nos campos batidos da várzea, em preparação para a domingueira do eterno estádio do Monte Castelo, o saudoso Castelão.

Nesta década histórica, mais precisamente em novembro de 1958, o até então imbatível esquadrão do Fluíco, de Juazeiro da Bahia, subindo o Velho Chico, navegava abatendo adversários. No entanto, quando aportaram em Januária a “porca entortou o rabo”, quando no palco maior do futebol januarense perderam para o selecionado januarense, pelo placar de 1×0, com gol do ponteiro-esquerdo Nego Ciro, o bomba atômica do futebol barranqueiro. Nesta contenda histórica estavam defendendo as tradições januarense, nas quatro linhas, usando as camisas do Atalaia, Augustão, Zé de Ginu, Quinca Santana, Paulo Vagueiro, Lionel e Antônio de Minervino. João Viana, Seu Nem Damasceno, João Viana, Teófilo do Sesp e Nego Ciro. Velhos tempos, belos dias.


Na foto, deste dia memorável e histórico na urbe januarense, os atacantes Teófilo do Sesp, João Viana e Seu Nem Damasceno.