Recordar é Viver: Botafogo Futebol Clube – Um patrimônio do esporte januarense

Confira a coluna Em Cima do Lance desta semana, por José Maria Guedes

Na nostálgica década de 70, com a mais vitoriosa geração do futebol mundial pendurando as chuteiras, tendo na magia do rei Pelé e a genialidade das pernas tortas de Mané Garrincha como as estrelas maiores desta constelação verde e amarela, as domingueiras do Maracanã ao Mineirão perderam muito do encanto. Senhores do balão de couro se eternizaram no “Cantinho da Saudade” dos corações da fanática torcida brasileira.

Contrapondo este sentimentos de saudosismo, na urbe januarense uma da mais virtuosa geração surgia rolando a pelota nas eternas quatro linhas do saudoso estádio do Monte Castelo. A cidade-mãe soberana no esporte regional, ficando bandeira januarense no alto do pódio, com a épica conquista, em 1991, pelo rubro-negro Vila Nova do campeonato norte-mineiro, capitaneado no campo pelos craques Vá Cabeção, Rê e Tarzan, na beirada o estrategistas técnico Lozinha e no bastidores o eterno presidente Delsinho Magalhães. Velhos tempos, belos dias.

Na foto, década de 70, o tradicional Botafogo Futebol Clube gestando novos valores para o esporte à margem esquerda do rio São Francisco, nosso querido Velho Chico, no sertão norte-mineiro.


Em pé a partir da esquerda: Pedrinho da Constrular, Zezé da Copasa, Edson Cabeção(in memoriam), Marcos Vinicius Lima, Cid da Sucam, Hilton Lopes e Edmundo Dil.

Agachados: China Corrêa, Quinca, Sãozinho, Nivaldinho, Marquinhos(in memoriam) e Carlos Nascimento.