“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heroico o brado retumbante”. Esse é o início da letra que simboliza toda a nação brasileira. Pode-se até ter dúvidas sobre o significado de algumas palavras, mas é difícil não se emocionar, cantar boa parte da letra e levar a mão direita ao peito — ou manter as duas mãos para trás, em sinal de respeito — assim que os primeiros acordes começam a tocar.
Foi justamente a introdução do hino, descrita como uma “gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”, um dos destaques apontados pelo jornalista esportivo Tim Spiers, do jornal The New York Times, que elegeu o Hino Nacional Brasileiro como o melhor da Copa do Mundo de 2026.
Em matéria publicada nesta sexta-feira (19), o jornalista analisou os 48 hinos das seleções participantes do torneio e destacou a melodia e a composição brasileiras, que receberam nota 9 de 10. Completam o top 5 França (2º lugar), Portugal (3º), Colômbia (4º) e Escócia (5º).

Spiers ressaltou a coragem, o amor à pátria e a bravura presentes nos versos de Osório Duque-Estrada, oficializados em 6 de setembro de 1922. No entanto, para ele, o grande destaque está na música, especialmente na introdução instrumental composta por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831.
“Dura pouco mais de dois minutos e, ainda assim, parece não ser suficiente. Há muitas palavras cantadas muito rapidamente na maior parte do tempo, falando sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma pátria amada, mas o destaque é, sem dúvida, uma gloriosa introdução orquestral de 28 segundos”, diz o texto do jornal.
Na reportagem, o jornalista também lembrou da participação da torcida brasileira. Ao rememorar a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014, afirmou que aqueles momentos ligados ao hino perderam um pouco do brilho para os brasileiros.
Sobre a estreia do Brasil na Copa de 2026, que terminou empatada em 1 a 1 com Marrocos, Tim Spiers brincou que “não houve o choro e o melodrama que vimos antes da semifinal, em casa, em 2014, mas provavelmente foi melhor assim”.
Comandada por Carlo Ancelotti, a Seleção Brasileira jogará pela segunda vez no torneio, contra o Haiti, nesta sexta-feira (19), às 21h30. Independentemente do desempenho da Seleção, é motivo de orgulho ver o Hino Nacional ser reconhecido internacionalmente pela beleza de sua composição e pelo sentimento de pertencimento e de amor à pátria que desperta nos brasileiros — seja para torcer pela seleção em qualquer esporte, seja para acreditar nas potencialidades do Brasil como uma nação digna e humana.





