Pai e filho são presos após apreensão de 3,6 mil litros de cachaça falsificada em MG

Fiscalização do Procon-MPMG interditou o estabelecimento e identificou que a bebida era produzida em condições insalubres e vendida com falsa indicação de origem em Salinas, no Norte de Minas.
Foto: DIvulgação/Procon-MPMG

Pai e filho foram presos em flagrante pela produção e comercialização de bebidas falsificadas e impróprias para consumo em Uberaba, no Triângulo Mineiro, nesta terça-feira (2). Durante a operação, mais de 3,6 mil litros de cachaça clandestina foram apreendidos e o estabelecimento foi interditado devido aos riscos à saúde dos consumidores.

A ação foi realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG), em conjunto com a Vigilância Sanitária Municipal, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Segundo os órgãos de fiscalização, a produção das bebidas ocorria em condições insalubres e sem qualquer comprovação da origem ou da qualidade da matéria-prima utilizada. As investigações apontaram que a bebida era armazenada em barris de plástico, ” diluída com água captada diretamente da torneira e recebia adição de corante caramelo para conferir aparência de cachaça envelhecida“.


Estabelecimento funcionava em uma garagem residencial. Foto: Divulgação/Procon-MPMG

Os fiscais também verificaram que os produtos eram comercializados sem identificação adequada do fabricante e sem registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). ALém disso, a cachaça era vendida com indicação falsa de origem em Salinas, cidade do Norte de Minas reconhecida pela produção da bebida. De acordo com o Procon, a prática configura publicidade enganosa, pois induz o consumidor a erro sobre a procedência e a qualidade do produto.

Foto: Divulgação/Procon-MPMG

Durante a operação, amostras das bebidas apreendidas foram recolhidas para análise laboratorial, com o objetivo de identificar a composição dos produtos e verificar possíveis riscos à saúde dos consumidores.

O Procon informou que as bebidas consideradas impróprias para o consumo foram recolhidas e serão inutilizadas. O estabelecimento permanecerá interditado até que as irregularidades apontadas pela fiscalização sejam corrigidas.

“O proprietário do estabelecimento e seu filho, que participavam da produção das bebidas, foram presos em flagrante. O delegado responsável pelo caso ratificou a prisão com fundamento no artigo 272 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produto alimentício destinado ao consumo”, informou o Procon-MPMG.

Foto: Divulgação/Procon-MPMG
Nínive Lacerda
É jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) em 2022, com experiência em videorreportagens, marketing e redação. Acredita na prática jornalística enquanto mediadora das negociações sociais.