Surfando nas ondas da supremacia do planeta terra, levando a tiracolo o bicampeonato nas Copas de 58, Suécia, e 62, no Chile, a nação verde e amarela dava as cartas no tabuleiro do futebol, o popular esporte bretão. Como cartão de visita, o menino-rei Pelé, o gênio das pernas tortas Mané Garrincha e a liderança de Didi.
Neste clima de êxtase e euforia, à margem esquerda do rio São Francisco, nosso querido Velho Chico, calientes brisas aqueciam as domingueiras da urbe januarense, transformando o tapete verde do saudoso estádio do Monte Castelo no palco da arte do bem viver, cenário perfeito da Januária altaneira e cidade-polo regional. Uma geração da fina flor do esporte barranqueiro rolava o balão de couro, de pé em pé, dando espetáculo para delírio da apaixonada torcida tremulando bandeiras nas lotadas arquibancadas. Velhos tempos, belos dias.
Na foto, de 1967, um histórico instantâneo fotográfico do portentoso Esporte Clube Cruz Vermelha, posando para posteridade e marcando época no esporte januarense.
Em pé, a partir da esquerda: Geraldinho, Dim Vermelho, Dadá, Augusto, Wilson, Zé de Brás, Antônio Gomes e Cilú.
Agachados: Bié Costa, Luiz Tupiná, Nonô, Rui, Julião, Eliezer Abreu e Esron.





