As festas juninas são um marco na cultura brasileira. Com comidas típicas, danças, brincadeiras e festividades, a festa junina vem para aquecer o inverno brasileiro. Hoje, cada região do país possui suas particularidades, principalmente relacionadas às comidas típicas.
Porém a festa junina, em sua origem, é bem diferente da que conhecemos hoje no Brasil. Quando a festa veio para o país, por meio da colonização portuguesa, ela se misturou com elementos regionais e culturais, inclusive com grandes influências indígenas e africanas.
Por conta disso, cada região possui diferenças nas comidas tradicionais e até em como a festa é organizada. Mas é claro que algumas tradições se mantêm até hoje.
Origem da festa junina
A festa junina começou antes mesmo de a religião católica surgir. Ela nasceu na Idade Média como uma maneira de celebrar o solstício de verão do Hemisfério Norte, ou seja, o período em que o sol atinge o ponto mais alto e ocasionando o dia mais longo e a noite mais curta de todo o ano.
Além disso, esse período era marcado pelas colheitas da região norte do mundo, então a festividade também comemorava e agradecia pela fartura das plantações.
Com o início da religião católica, a igreja substituiu as festividades pagãs pelas festividades católicas. Por isso, o mês de junho passou a ser destinado aos santos São João, São Pedro e Santo Antônio.
No Brasil, a festividade veio juntamente da colonização do território que hoje conhecemos como Brasil. E, assim como qualquer outra festa, ela foi fortemente influenciada por culturas que já existiam aqui (as indígenas) e também por culturas que foram trazidas para o país (com os escravizados da África).
Essa mistura de culturas é o que deu origem à festa junina que conhecemos ainda hoje, com forte presença da mandioca, do milho, da batata-doce e do amendoim, alimentos que eram produzidos somente nas Américas e que, portanto, só poderiam ser incrementados aqui.
Particularidades de cada região
Da mesma maneira que a cultura indígena influenciou os alimentos típicos da festa junina, cada região também teve influências que compõem a festividade hoje. Conheça algumas delas.
NORTE
A Norte é muito marcada pela cultura regional. A presença, por exemplo, da festividade do boi-bumbá, do tacacá, da mandioca e da maniçoba – guisado típico paraense – remete a elementos que só a região tem.
NORDESTE
No Nordeste, as quadrilhas são bem fortes na festa junina. Além disso, o munguzá, conhecido como canjica em outras regiões, o pé-de-moleque e o curau são especialidades da região nesta época do ano.
CENTRO-OESTE
Os pratos mais famosos nas festas juninas do Centro-Oeste são a broa de fubá, o arroz-doce, a pamonha doce e salgada e o empadão goiano – um empadão de frango com porco, linguiça e outros ingredientes.
SUDESTE
Na região Sudeste, é comum que pratos urbanos se misturem à cultura da festa junina, apesar de a festividade ter sido mais forte no interior quando chegou ao Brasil. Portanto, pratos como o cachorro-quente, o pastel, o feijão-tropeiro, o pão de queijo e o pé-de-moleque marcam presença na festividade.
SUL
A região Sul tem forte influência europeia, por conta da grande imigração que aconteceu na região. Por isso, pratos com muita carne e bem quentes são os principais na festa junina, como, por exemplo, o arroz carreteiro, o churrasco de salsichão, o pinhão e o quentão de vinho.
Apesar de cada região ter suas peculiaridades, muitos ingredientes da culinária junina também aparecem em outras regiões. Ainda mais quando pensamos que hoje o mundo está muito globalizado e cada região do país consegue ter muito mais contato entre elas.
Isso mostra que a cultura é viva e que a mistura de elementos regionais em festividades típicas é algo comum em um país com dimensões continentais.





