Alimentos e combustíveis puxam alta da inflação e aumentam gastos das famílias em Montes Claros

Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor estão itens básicos presentes diariamente na mesa dos brasileiros. A batata inglesa liderou as altas, com aumento de 20,24%, seguida da cenoura (18,55%), cebola seca (15,95%), melão (14,03%), tomate (11%) e melancia (13,05%). Também tiveram reajustes leite longa vida, óleo de soja, macarrão, queijo minas e mortadela

O custo de vida voltou a subir em Montes Claros e trouxe novo impacto ao orçamento das famílias no mês de abril. Pesquisa divulgada pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) aponta que o Índice de Preços ao Consumidor de Montes Claros (IPC-Moc) registrou alta de 0,91% no período, acima do resultado observado em março, quando a inflação ficou em 0,70%. Com isso, o acumulado de 2026 já chega a 2,64%.

O levantamento foi realizado pelo Setor de Índice de Preços ao Consumidor do Departamento de Economia da universidade e revela que os principais responsáveis pela elevação dos preços foram os grupos Alimentação e Transportes e Comunicação.

Segundo a coordenadora do IPC-Moc, professora Vânia Vilas Boas, fatores climáticos, sazonais e logísticos influenciaram diretamente no aumento dos preços, especialmente dos alimentos in natura e dos combustíveis.


Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor estão itens básicos presentes diariamente na mesa dos brasileiros. A batata inglesa liderou as altas, com aumento de 20,24%, seguida da cenoura (18,55%), cebola seca (15,95%), melão (14,03%), tomate (11%) e melancia (13,05%). Também tiveram reajustes leite longa vida, óleo de soja, macarrão, queijo minas e mortadela.

O grupo Alimentação, que possui maior peso na composição do orçamento doméstico, teve variação de 1,56%, sendo o principal responsável pela inflação registrada no município.

Outro fator que pressionou o orçamento foi o aumento nos combustíveis. O grupo Transportes e Comunicação apresentou alta de 1,53%, impulsionado principalmente pelo óleo diesel, que subiu 9,56%. A gasolina e o etanol também registraram reajustes.

O levantamento mostra ainda aumentos em serviços e despesas essenciais. O aluguel residencial subiu 4,10%, enquanto o gás de cozinha teve reajuste de 2,40%. Na área da saúde, medicamentos para hipertensão, antidepressivos e anti-inflamatórios também ficaram mais caros.

Apesar da alta generalizada, alguns produtos apresentaram queda nos preços, como café, banana-caturra, maracujá, goiaba e mamão. No setor de educação e despesas pessoais, o índice teve recuo de 0,72%.

A pesquisa também revelou novo aumento no valor da cesta básica em Montes Claros. Em abril, o conjunto de alimentos essenciais passou a custar R$ 625,37, alta de 3,21% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano, a cesta básica já subiu 10,86%.

Com rendimento mensal estimado em R$ 1.621, o trabalhador montes-clarense precisou comprometer 38,58% da renda apenas para comprar os itens básicos de alimentação. Após essa despesa, restaram cerca de R$ 995 para gastos com moradia, transporte, saúde, higiene e demais necessidades da família.

Calculado desde 1982, o IPC-Moc acompanha mensalmente a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e seis salários mínimos, servindo como termômetro do custo de vida em Montes Claros.

Leila Santos
Leila Santos é jornalista, graduada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (Funorte) desde 2019, e editora-chefe do Portal WebTerra. Possui experiência nas áreas de jornalismo, televisão, assessoria de imprensa e comunicação digital, com atuação em produção de conteúdo, gestão editorial, reportagem, apresentação, entrevistas, redação, revisão de textos, roteirização, fotografia e edição de vídeos. Pauta sua atuação pela ética, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade. Apaixonada pela leitura e por causas sociais, acredita no jornalismo como ferramenta de transformação e serviço à sociedade.