Acidentes envolvendo energia elétrica, como choques, curtos-circuitos e incêndios, acendem alerta no Brasil. Segundo o Anuário de Acidentes de Origem Elétrica 2026, elaborado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), o Brasil superou, pela terceira vez consecutiva, a marca de 2 mil acidentes de origem elétrica.
No último ano, foram registradas 2.322 ocorrências. O estudo mostrou que os incêndios de origem elétrica lideram em número de casos, com 1.304 ocorrências e 60 mortes. Em relação à taxa de letalidade, os choques elétricos aparecem em destaque, com 646 mortes em 917 ocorrências.
Diante desse cenário, é essencial saber como se proteger e adotar dicas de segurança, que incluem medidas simples capazes de evitar acidentes graves. Confira, a seguir, as orientações de segurança da Cemig.
- Cuidados com tomadas e aparelhos elétricos
O uso de tomadas com três pinos é fundamental para garantir o aterramento e reduzir o risco de choques elétricos.
Também é importante evitar o uso de extensões e adaptadores em aparelhos de maior potência, como fritadeiras elétricas, ferros de passar, micro-ondas e chuveiros, já que a sobrecarga da rede pode causar superaquecimento, curto-circuito e até incêndios. O recomendado é que eles sejam ligados diretamente em tomadas adequadas e, preferencialmente, em circuitos exclusivos.
- Dispositivo Diferencial Residual (DR)
Esse sistema, também conhecido pela sigla IDR, desliga de forma automática a energia do imóvel ao identificar fugas de corrente. Essa ação protege contra choques elétricos e reduz, de forma signficativa, o risco de acidentes fatais.
Embora o equipamento seja obrigatório desde 1997 no Brasil, um estudo da Abracopel apontou que menos da metade dos imóveis possui esse equipamento.

- Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS)
Em situações de variações bruscas de energia, o DPS protege aparelhos eletrônicos, reduzindo danos materiais e risco de incêndios.
- Sistemas de proteção contra descargas atmosféricas
Recomendados para edificações maiores ou localizadas em áreas mais expostas, os para-raios direcionam a energia de raios para o solo evitando que a descarga atinja diretamente a instalação elétrica do imóvel.
- Revisão periódica das instalações elétricas
A orientação da Cemig é que a avaliação seja feita a cada cinco anos ou sempre que houver aumento de carga elétrica na residência, com a instalação de novos equipamentos de maior portência, por exemplo.
Tanto a instalação dos sistemas citados anteriormente quanto a revisão das instalações elétricas devem ser feitas por um profissional qualificado.
De acordo com o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, a “combinação entre tecnologia, manutenção e uso consciente da energia é o caminho mais eficaz para reduzir acidentes e garantir mais segurança no dia a dia”.





