Em tempos memoráveis, com o saudoso estádio do Monte Castelo respirando vida, as domingueiras da urbe januarense era um convite a arte do bem viver, o povo em festa tremulavam bandeiras em reverencias aos senhores da bola, conduzindo o balão de couro, no tapete verde do palco maior do futebol à margem esquerda do rio São Francisco, nosso querido Velho Chico.
Décadas douradas do esporte na cidade-mãe, quando literalmente pegava fogo, acirrando memoráveis rivalidades, colocando em lados opostos às tradições entre Cruz Vermelha versus Icaraí, a Fundação SESP rivalizando com o Santa Cruz e batendo chapa os eternos Imperial e Atalaia. Nos anos 90, o rubro-negro Vila Nova, deu as cartas no futebol municipal disputando espaço com o azul-celeste Cruzeiro do Sul, com o Mangueirão, a popular Maga Mecânica, Santa Cruz e Guarani, da centenária Rua de Baixo, as vezes, dando também as cartas nestas pelejas esportivas.
Na memorável saga vilanovense, do grande presidente Delsinho Magalhães, a conquista do tricampeonato januarense, de 90 a 92, marcou época no torrão natal do baluarte desportista e jornalista Helder Gasparino Mattos. As conquistas se deram de forma arrasadora, sendo o último invicto, para delírio da fanática torcida, a maior do município, que sempre lotavam as arquibancadas do Castelão, ao som do hino: “Õh meu vilinha, você é imortal, quando o Vila entra em campo Delsinho Passa mal(…)”, puxado pelo eterno Didiu Promoções e sua inseparável companheira Joaninha Chique-chique. Velhos tempos e belos dias.
Na foto, o time super campeão posando para a posteridade, momentos antes de disputar, no Castelão, uma contenda amistosa para entregas das faixas pela conquista do bicampeonato municipal de 1992.
Em pé, a partir da esquerda: Delsinho Magalhães (presidente), Balu, Kal Fernandes, São, Pepe e Zé Eustáquio Tacone.
Agachados: Gera Chapeleta, Bel, Índio, Ricardinho, Rê e Gilson Brito.





