Há histórias que atravessam o tempo em Montes Claros, no Norte de Minas. Certos nomes nunca desaparecem por completo. Ficam ali, em suspensão, como conversa de calçada ou memória de arquibancada. O Ateneu é um deles. Em 2026, neste 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador, o Clube completa 79 anos. Não é pouco. É idade de quem já viu muita coisa e também de quem aprendeu com o passar dos anos.
O retorno não vem em forma de estrondo. Não há fogos, nem promessas grandiosas demais. Vem como essas histórias que insistem, aos poucos, em ganhar corpo outra vez. Nos relatos de quem jogou, nos que ainda lembram, nos que começam a descobrir agora. O Ateneu, que por alguns anos foi mais lembrado do que presença, reaparece com a calma de quem sabe exatamente de onde veio.
Depois de décadas apagado dos gramados e do cenário esportivo mineiro, o Ateneu Futebol Clube, um dos clubes mais tradicionais de Montes Claros-MG, vive uma fase inédita de resgate e retorno que empolga torcedores, ex-atletas e toda a comunidade norte-mineira.
Fundado em 1º de maio de 1947 por estudantes do Colégio Diocesano, o Ateneu marcou época desde os dias iniciais, primeiro como Padre Osmar Futebol Clube, depois Esporte Clube João Rebello, até assumir a identidade atual em 1970.
Com cores preto e branco, o clube protagonizou confrontos históricos, títulos estaduais e rivalidades que marcaram gerações.
Para entender esse momento, entre passado e recomeço, a entrevista é com Roberto Rebello, presidente do Conselho Deliberativo, que fala sem pressa, como quem carrega não só um cargo, mas uma história nos ombros.





