Em sua rica história, a cidade de januária remonta um passado de glórias e pujança. Um povo perseverante, que na luta e labuta carrega no peito o orgulho de viver em solo sagrado, abençoado pelo esplendor da natureza e na genialidade dos filhos naturais e dos que aqui aportam.

Nesta fartura de ingredientes históricos, protagonizada por gerações, a década saudosa de 70 registrou um capítulo especial. No fervilhante ano de 1974 subindo as águas morenas do rio São Francisco, nosso querido Velho Chico, aportava na urbe januarense o jovem Cícero Pereira da Silva, natural de Juazeiro do Norte, no Ceara, com passagem pela pernambucana cidade de Exu, eternizada nos xotes do Rei do Baião Luiz Gonzaga.

Trazendo na bagagem um baú de carisma, simpatia e companheirismo, de imediato batizado de Pernambuco, constituiu família, ganhou a confiança da comunidade januarense e nela integrando de corpo e alma, vestindo a camisa e desfraldando a bandeira de Januária.
Nestas quatro décadas na defesa das causas barranqueiras, Pernambuco se consolidou num agente positivo, um exemplo a ser seguido. De sua mente privilegiada e sua disposição de sempre servir a comunidade, principalmente as mais carentes, esporte, cultura, associativismo, funcionalismo público e filantropismo teve-lhe sempre no pelotão de frente.

Secretário Municipal de Esportes, para muitos o melhor da história, professor de Educação Física, servidor público municipal, entre diversas outras atividades sociais, esta impar história de vida e dedicação foi reconhecida oficialmente, em 2010, pela Câmara Municipal com o título de “Cidadão Januarense”, uma merecida honraria vinda do poder constituído homologando o que a sociedade januarense há muito tempo lhe havia ratificado.

Cícero Pernambuco, este grande patrimônio da cidade e do povo de Januária, infelizmente há 07 anos, em 12 de março de 2019, perdeu a luta contra os efeitos da diabetes, deixando a vida e entrando para eternidade.





