Fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho: governo encaminha proposta ao Congresso

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça importância da pressão dos trabalhadores para avanço do projeto
Foto: Arquivo / Divulgação

Um dia após enviar ao Congresso Nacional o projeto que propõe a redução da jornada de trabalho para até 40 horas semanais, além do fim da escala 6×1 , o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, no Palácio do Planalto, representantes de centrais sindicais.

Durante o encontro, realizado nesta quarta-feira (15), foram apresentadas 68 reivindicações elaboradas por lideranças que participaram da mobilização da classe trabalhadora na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Ao se dirigir aos dirigentes, Lula ressaltou a importância da mobilização para que a proposta avance no Legislativo. Segundo ele, o momento exige esforço conjunto entre governo e trabalhadores para garantir a aprovação das medidas.


 Saúde e origem do projeto

No evento, o presidente também destacou a história do ativista Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho, que inspirou a proposta. Azevedo relatou ter enfrentado burnout e depressão devido à rotina exaustiva de trabalho, o que motivou a criação do movimento contra a escala 6×1.

Críticas e cenário atual

Lula voltou a criticar mudanças anteriores na legislação trabalhista e previdenciária, classificando-as como prejudiciais aos trabalhadores. Ele também alertou para propostas em discussão no país que, segundo ele, podem ampliar a jornada diária de trabalho.

 Impactos e expectativas

Representantes sindicais defenderam que a redução da jornada pode gerar novos empregos e melhorar a qualidade de vida da população. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, afirmou que a medida pode criar milhões de vagas no país.

Já o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, destacou que a proposta está madura e traria benefícios como mais tempo para família, estudo e lazer.

 Transformações no mundo do trabalho

As centrais também chamaram atenção para mudanças estruturais no mercado de trabalho, impulsionadas por tecnologia, inteligência artificial e desafios ambientais. Segundo lideranças, mulheres e jovens tendem a ser os mais impactados por essas transformações.

Outro ponto levantado foi a necessidade de regulamentação de novas formas de trabalho, como os serviços por aplicativos, além da proteção de direitos trabalhistas diante do avanço da chamada “pejotização”.

Ao final, representantes reforçaram que a pauta apresentada ao governo contempla demandas para os próximos anos, com foco na valorização do trabalho e na ampliação de direitos.

Leila Santos
Leila Santos é jornalista, graduada pelas Faculdades Integradas do Norte de Minas (Funorte) desde 2019, e editora-chefe do Portal WebTerra. Possui experiência nas áreas de jornalismo, televisão, assessoria de imprensa e comunicação digital, com atuação em produção de conteúdo, gestão editorial, reportagem, apresentação, entrevistas, redação, revisão de textos, roteirização, fotografia e edição de vídeos. Pauta sua atuação pela ética, credibilidade e compromisso com a informação de qualidade. Apaixonada pela leitura e por causas sociais, acredita no jornalismo como ferramenta de transformação e serviço à sociedade.