O Ministério da Saúde confirmou, nesta quarta-feira (1º), o segundo caso de sarampo no país em 2026. A paciente é uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação, que trabalha em um hotel no Rio de Janeiro.
Após a notificação, o ministério informou que adotou medidas de investigação e realizou vacinação de bloqueio na residência da paciente, no local de trabalho e no serviço de saúde onde ela foi atendida. Também está sendo feita uma varredura na região para identificar possíveis novos casos.
Primeiro caso
Vale lembrar que o primeiro registro da doença neste ano foi de uma bebê de 6 meses, em São Paulo, no mês de março. A criança havia viajado com a família para a Bolívia, que enfrenta aumento de casos desde 2025, e ainda não tinha idade para receber a primeira dose da vacina tríplice viral, conforme o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS).
Como resposta, segundo o ministério, mais de 600 doses da vacina foram aplicadas na região como medida de contenção.
O que diz o Ministério da Saúde
Em nota à imprensa, a pasta destacou que os casos não alteram o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do sarampo, reconhecimento concedido em novembro de 2024 pela Organização Pan-Americana da Saúde.
O Ministério da Saúde também relembrou que, em 2025, a transmissão de 38 casos importados foi interrompida com “resposta rápida baseada em vigilância, vacinação e bloqueio”, estratégia validada pela Opas.
Apesar disso, os registros acendem um alerta para a importância da vacinação, tendo em vista que o sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e pode causar complicações graves, principalmente em crianças.

Foto: Agência Brasil
Além disso, a pasta alerta que os sintomas do sarampo podem ser facilmente confundidos com outras doenças virais, e por isso, é preciso ficar atento para identificar e iniciar o tratamento adequado.
“O paciente com sarampo apresenta erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão do vírus é de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo,” informou.





